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As
criaturas abissais de Marcelo Bohrer
Por
Juliana Dornelles*
 Depois
da estréia no Amni HotSpot com o lançamento do estilo cyberorgânico,
o gaúcho Marcelo Bohrer amplia sua pesquisa de materiais e modelagens
e apresenta, este ano, as Criaturas Abissais. As formas orgânicas
adaptadas à profundidade, as transparências e as bioluminescências
são encontradas no fundo do oceano, no universo paralelo de Bohrer.
As peças são produzidas com apliques em plásticos,
bolhas gel desenvolvidas pela Icla e refletivos, que podem ser cambiáveis.
O
uso de tricôs e, lãs, sarjas e malhas de algodão com
nylons, neoprene e plásticos fluorescentes e refletivos são
o resultado desse trabalho de pesquisa e desenvolvimento. As formas orgânicas
sobressaem para fora das peças em bolsos e tentáculos retomando
o estilo street futurisco da marca.
A tabela de cores segue a inspiração marítima: o
preto da escuridão das profundezas, o verde petróleo, e
o púrpura encontrado em alguns raros moluscos. A surpresa do desfile
show no Amni HotSpot foi uma viagem submarina, um mergulho a 7.000 metros
de profundidade a bordo do submergível da Visgo até encontrar,
ou "ser encontrado", pelas Criaturas Abissais.
Juliana
Dornelles é assessora de Marketing de Moda, da Glam-3,
bem como aluna da pós-graduação on-line em Moda e
Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.
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