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1. Cinema Noir
(Mona Gadelha)
Meu amigo Jack, meu
amigo Jack
Comprou um carro prateado
Ele me diz que essa é a cor
Essa é a cor do seu desejo
Mas está de olho naquele rapaz
Sentado atrás da nossa mesa
Eu disse: - Cuidado,
Jack,
As coisas podem não ser assim tão naturais
Você sabe que as pessoas as vezes
são tão convencionais
E ele me deu um carão
Meu amigo Jack...
Saímos daquele bar
e fomos até a
Praia do Futuro
O carro de Jack brilhava até mesmo
no escuro
Mas lá não conseguimos encontrar
novas emoções
Paramos pra mudar o roteiro e inventar
Nosso cinema noir
Cinema noir
Cinema noir
Cinema noir
Cinema noir
Meu amigo Jack...
2. Fugitivo
(Sérgio Cruz - João Alberto - Mona Gadelha)
Que mundo estranho
Esse que a gente escolheu pra morar
Não tinha outro lugar
Sou fugitivo
Procurando um porto pra não naufragar
É tão difícil avistar
Olho em volta, mais
uma cena banal
É como um dia de outono
Sempre fugindo do tédio
Perdido em meu silêncio
Contando os passos no mesmo lugar
Será que vão me encontrar?
Andando pela rua
Eu sou a caça em dia de caçador
Na mira do atirador
Dessa história
Nem quero ver o final
Mas faço parte da trama
Eu sou um simples mortal
3. Cor de Sonho
(Mona Gadelha)
Meu amor, o que você
fala não tem cor de sonho
Me deixa confusa
E eu sei que é sem querer
Mas não se diz nada apenas por dizer
Meu amor, seu sorriso
me deixa assustada
Tenha cuidado com a minha solidão
Posso até te matar com um beijo na boca
Meu amor, não, não
pense que eu
sou remédio pra sua dor
Que eu também passo noites sem dormir
Eu também estou sempre querendo fugir
Ilha
(Mona Gadelha)
Velhas mentiras,
novas ilusões,
Eu perguntei e você sorriu
Qual o sentido dessa vida?
Dia e noite, estranha divisão
Cada momento irremediavelmente só
Ora, não me venha
com mais absurdos
Entrei nesse jogo como um aprendiz
Tanta ironia, tem um lado escuro
No tom das palavras que você me diz
Todo homem é uma
ilha
Mas é também um náufrago
Fugindo de si mesmo
Tentando desatar
o nó
Do laço do tempo,
rastro da solidão
Esse sentimento primitivo dói
Todo homem...
5. Identidade Secreta
(Mona Gadelha)
Nunca quis pagar
o preço da fama
Nem vender minha alma ao diabo
Nem sentir a solidão das estrelas
Ficar sozinha ou mal acompanhada
Nunca quis comer os frutos da glória
Nem fazer da vida um livro aberto
Queria ter identidade secreta pra encarnar
Um personagem
Exposto as multidões
Nada mais que um personagem
Sem coragem pra dizer não
Nunca quis...
Um personagem
Exposto às multidões
Coração frágil
Alma sem coragem pra dizer não
6. Ingazeiras
(Ednardo)
Nascido pela Ingazeiras
Criado no oco do mundo
Meus sonhos descendo ladeiras
Varando cancelas
Abrindo porteiras
Sem ter o espanto da morte
Nem do ronco do trovão
O sul, a sorte, a estrada, me seduz
É ouro, é pó, é ouro em pó que reluz
O sul, a sorte, a estrada me seduz
Sete Vidas
(Mona Gadelha)
Baby, pra viver
Ah, esses dias de hoje
Tem que ser gata,
ter sete vidas
Tem que ser gata
Intuição felina
Pra andar na rua
Dar um salto alto
Pra não errar o passo
Tem que ser gata,
não tenha dúvida não,
Tem que ser gata
Atravessar os carros
num malabarismo elegante
Pra não errar o passo
No escuro da noite
Tem que ser gata
Ter sete vidas
Ah, tem que ser gata
Emoções perigosas
Num telhado qualquer
Baby, em cima do muro,
Não adianta reclamar
Tem que ser gata,
não tenha dúvida não
Ah, tem que ser gata
Imagine Nós
(Mona Gadelha)
As coisas andam sempre
muito difíceis
Pra quem canta e pra quem ama
E a gente continua atrás daquele passo
Que vai nos levar, que vai nos levar
Até o fim da linha
Mas se quem pulou
do edifício, quase voou
Imagine nós
Imagine nós
Imagine nós
Que nascemos com asas
"Se quem tem boca vai à Roma,
Imagine nós
Imagine nós
Imagine nós
Que usamos batom" (*)
O mundo continua
girando
E nada de novo acontece
Enquanto eu lhe procuro nas avenidas
Você deita e adormece
Mas se quem ama sabe
se virar sozinho
Imagine nós
Imagine nós
Imagine nós
Que quase não nos vemos
Se quem espera sempre
alcança
Imagine nós
Imagine nós
Imagine nós
Que já estamos correndo
(*) citação de
Siegbert Franklin
Blues Diário
(Mona Gadelha)
Toda vez que eu acordo
Eu pego o violão
E começo a inventar uma nova
Uma nova canção
E quando abro a janela
E vejo o sol brilhar lá fora
Dá uma vontade louca de correr
Pra lhe buscar
Esse meu Blues diário
Só sabe falar de você
Esse meu Blues diário, baby
Só sabe falar de você
Você que acordar
comigo e brinca
Na minha mente cansada
De lhe ter o dia todo
E ainda quando vai dormir
Esse meu Blues...
E assim vou passando
Procurando em cada canto
um novo jeito de viver
E uma maneira mais fácil
De lhe esquecer
Esse meu Blues...
Sinal
(Edvaldo Santana)
Preciso criar coragem
Pra te perguntar
Se o teu coração está desocupado
O medo me faz recuar
Quando me aprofundo
Sentir tua falta é um fato
Que eu não acostumo
Preciso criar coragem
Pra te procurar
E dizer o que eu sinto pros teus olhos
É só você dar o sinal
Sentir tua falta é um
fato que me deixa mal
Pobre Rapaz
(Sérgio Cruz - João Alberto - Mona Gadelha)
Nada de novo
Sob o sol
Sobre a cidade
Dias difíceis
Bate na pele a luz da realidade
Mal fecho os olhos
E a tua imagem sempre aparece
Um pobre rapaz, sem idéia, sem ideal
Um pobre rapaz à procura da moral
Desse romance que
inventaram pra gente viver
Tão surrealista quanto o papo do motorista
Há sempre um louco pela pista
E é tudo em vão
Nada de novo sob
o sol
Sobre a cidade
Dias difíceis
Bate na pele a luz da realidade
Os homens não evitam
a tragédia do dia a dia
E um pobre rapaz, sem idéia, sem ideal
Um pobre rapaz à procura da moral
Desse romance...
Quem pensa em mudar
a ordem das coisas?
Quem vai decifrar esse enigma?
Cinema Noir Remix
(Mona Gadelha)
Vladimir Safatie
- Piano Solo
Marden Jam - Programação de bateria e contrabaixo
Ficha Técnica
Produzido por Alexandre
Fontanetti
Co-produzido por Moan Gadelha e Vladimir F. Ganzerla
Gravado e mixado no Estúdio Camerati (SP) por Vladimir F. Ganzerla
Piano de "Sinal" gravado no Fruto da Terra (SP) e teclados de "Sete
Vidas" e "Pobre Rapaz" gravados no Estúdio República da Música (RJ)
"Cinema Noir Remix" produzido por Marden Jam
Assistente de estúdio: Daniel "Lanchinho" Augusto
Masterizado na Cia. de Áudio (SP) por Carlos Freitas e Marcos Eagle
Produção executiva de Rosely Lordello
Projeto Gráfico de Marco Antonio Corrêa de Almeida
Fotos de Marise Rangel
Produção das fotos de Deise Barduche e Joaquim Gomes
Participações especiais: Aden, André Christovam, Bocato, Fernando
Moura, Gramani, João Cristal, Mané Silveira, Marcos Ottaviano, Paulo
Pagotto, Pete Woolley, Rui Motta e Vera Figueiredo.
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