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Aos
85 anos e quase meio século dedicado a compor obras de extrema poesia
e riqueza visual, o compositor baiano Dorival Caymmi nos leva a um mergulho
em seu universo e em sua história, passando por seu processo criativo
e os temas que o inspiram - o amor, o homem comum, as mulheres. São as
diferentes facetas de um artista plural: o compositor, o pintor e, surpreendentemente,
o ator.
Um
menino, que deixa as brincadeiras do dia-a-dia para se levar pelos acordes
de "Elégie", de Jules Massenet, irá nos guiar pelos fatos e documentos.
Em 1937, ele vai para o Rio de Janeiro e quase por acaso chega à Rádio
Nacional, onde começa sua carreira. O primeiro sucesso veio dois depois,
O que é que a Baiana Tem?, interpretada por Carmen Miranda.
Com
sua voz e violão, ele dá vida a canções praieiras, folclóricas, brejeiras,
síncopes e remeleixos. Caymi alcança reconhecimento dentro e fora do Brasil,
realizando em 1969 um show em parceria com Andy Williams. Como ator, ele
trabalhou em dois filmes: Estrela da Manhã, dirigido por Jonald de Oliveira
em 1948, e Sand Pit Generals, de Hal Bartlet, 1969. Anos mais tarde, quase
abandona a música por causa da pintura. Pontuando a história, mais um
de seus legados: o filho Dori Caymmi, interpretando as composições do
pai ligadas ao mar.
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