Tragicomédia
do diretor e produtor Jos Stelling sobre o individualismo nos anos 90, com
o mesmo humor nonsense e absurdo de seus filmes anteriores, como O Ilusionista
e O Homem da Linha, vencedores de duas Mostras.
A história, baseada
no romance Alegria Fraternal (Broederweelde), de Jean-Paul Franssen, se passa em 24
horas e num único local, o Café Centraal, que funciona na praça de uma estação e não
é nada mais que um ponto de espera para o próximo trem. Para algumas pessoas, porém, o
lugar é um refúgio para uma vida de ilusões e mágoas.
São elas que formam o coro
dos freqüentadores do café: solitários que buscam uns nos outros um pouco de calor
humano e solidariedade. Todos têm sua própria história, mas quando um deles, Gerard,
anuncia que vai se mudar para a Itália, a vida no local ganha um novo rumo.
Ele quer dizer adeus aos
amigos mais queridos, à namorada Paula e ao garçom Joop e sua filha. Também quer
reencontrar o irmão, que não vê há 20 anos. Para surpresa geral, o irmão é um famoso
crooner, que transforma a despedida de Gerard num momento inesquecível no Café Centraal.
Um dia que terá um final inesperado. |