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Tsukamoto
Shinya retoma a análise pessoal e crítica à sociedade japonesa do pós-guerra
que havia iniciado em Tetsuo (I e II) e Tóquio Porrada. O protagonista
de Tetsuo, que se transforma no Homem de Ferro, é uma clara alusão ao
Japão industrial e dependente das máquinas. Em Balé de Balas, Tsukamoto
mostra coletivismo nacional, representado pelo
Homem
Salário, como o causador da alienação e solidão na vida moderna. Goda
(interpretado pelo próprio Tsukamoto, que fez também roteiro, câmera e
montagem do filme) é um yuppie de Tóquio. Trabalha como produtor de TV
e leva uma vida de luxo, que é bruscamente interrompida quando sua namorada
dá um tiro na cabeça. Apesar de ainda estar abalado com a morte da garota,
ele decide retomar sua rotina.
É
seduzido por uma jovem punk, cujos amigos não fazem outra coisa senão
humilhá-lo. São jovens sem sentimentos, nem por si próprios nem pelos
outros. Goda quer vingança e provoca uma implacável batalha entre a primeira
e a segunda geração de mutantes.
A
fotografia em preto-e-branco e a câmera na mão intensifica o clima de
perdição, que não é tão estranho quanto nos filmes anteriores de Tsukamoto
mas é igualmente assustador.
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