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Na
Macedônia, ex-Iugoslávia, dois xeques disputam o poder em uma comunidade
Dervish. Nesta frágil e instável sociedade, longe de Deus e do Sufismo
tradicional, a rixa é centrada em uma questão simples: qual deles irá
perfurar o corpo na cerimônia Nevruz. A partir da rivalidade entre os
dois, que correspondem a arquétipos diferentes de líderes religiosos,
o documentário apresenta uma visão imparcial da vivência espiritual em
escala popular.
Os
Dervishes praticam uma forma de ioga islâmica que consiste em movimentos
rítmicos, cantos repetitivos e respiração pausada. Durante a cerimônia,
eles perfuram a face, o pescoço ou membros com pregos e escápulas. O estado
de transe, alcançado pela dança e canto ritmados, faz com que não escorra
nenhum sangue de seus corpos. Aparentemente também não há dor ou desconforto
físico. Os locais onde são realizados estes rituais ficam lotados. Cada
xeque tenta atrair um maior número de fiéis, diminuindo assim a importância
de seu rival.
O
documentário expõe a dimensão política e humana dessas disputas religiosas,
abordando a questão sem julgamento ou desrespeito. E, apesar de sua temática
controversa, tem momentos alegres e imagens extrordinárias.
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