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As
coisas não são o que parecem. Para quebrar a rotina e criar uma nova realidade,
os personagens jogam entre si e com o mundo. Um jogo para pôr fim à solidão
e esconder a incapacidade de cada um de entrar no universo real dos relacionamentos.
Uma cidade na América Latina é ameaçada por um maremoto. As estradas estão
congestionadas, todo mundo quer sair dali. A cidade fica deserta, mas
três pessoas são deixadas para trás: Sebastian, que não acredita em nada;
Ana, que procura nos outros a paixão que não encontra em si mesma, e uma
garotinha que prevê o fim do mundo.
A
menina mostra a Sebastian que a cidade é como um grande tabuleiro: as
pessoas são peças e os faróis de trânsito são obstáculos a serem vencidos.
As únicas regras são as suas próprias. Enquanto isso, Ana fotografa ruas
e casas e as reduz para uma escala menor, montando uma grande maquete.
Sebastian fica obcecado pelo jogo e por Ana.
A
fotografia do filme muda conforme as transformações dos personagens. No
início, quando não há equívocos ou dúvidas, as cores fortes e luzes brilhantes
são predominantes. À medida em que as atitudes se tornam mais ambíguas
e as relações reais vem à tona, a luz ganha tons mais escuros e as sombras
prevalecem.
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