TAMARO - PEDRAS E ANJOS
Suíça

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14/10 16:00 ESTAÇÃO VITRINE
20/10 12:00 CINEARTE
21/10 18:30 MASP 1- GRANDE AUDITÓRIO


     Documentário sobre dois artistas: o arquiteto ítalo-suíço Mario Botta, homem das montanhas, que construiu uma capela, e o pintor Enzo Cucchi, homem do mar, que pintou os afrescos da capela. Cucchi, que fez parte do movimento "Transavanguardia", se recusou a seguir os rumos que a pintura está tomando na Itália nos anos 70. Ao mesmo tempo, Mario Botta buscava uma forma de arquitetura que se diferenciasse completamente das tendências tradicionais.

     Nos anos 80, os dois se encontraram em Zurique e decidiram criar alguma coisa juntos. Dez anos depois, o sonho se tornou realidade: uma capela no topo do Monte Tamaro, ao sul da Suíça, a 20 quilômetros de Lugano. O grande desafio era construir uma capela em um lugar invadido pelo turismo dos esportes de inverno e transformá-la em refúgio sacro para a meditação. Cucchi e Botta, ambos dotados da capacidade de perceber os sentimentos mais profundos um do outro, conseguiram conjugar suas idéias e transformá-las em imagens.

     Há muita afinidade entre o primitivismo das pinturas de Cucchi e a arquitetura de Botta. A capela de Botta traz à mente a solidez das montanhas, enquanto os afrescos de Cucchi retratam sua visão do mar. A magnitude e harmonia do lugar são ressaltadas pela música de Paul Giger, compositor e violonista suíço, que gravou uma breve oratória, uma missa arcaica de 17 minutos, na capela ainda em construção.

   
Diretor : Villi Hermann
Roteiro : Villi Hermann
Fotografia : Hugues Ryffel, Hans Stürm
Montagem : Villi Hermann
Produção : Imago Lugano
World Sales : Imago Lugano Viale Cassarate 4, CH-6900 Lugano, Switzerland Tel.: 41 091 922 6831
Fax: 41 091 922 0688 7
  Col., 77min., 1998
 

Nasceu em Lucerne, mas vive em Lugano, na Suíça. Formou-se pela London Film School e estreou com o curta Fed Up, em 1969, realizando logo depois diversos documentários em 16mm. Dirigiu seu primeiro longa de ficção em 1981, Matlosa, seguido de Innocenza (1986) e Bankomatt (1989 - seleção da 14ª Mostra). Desde 1992 vem se dedicando mais aos documentários, como En Voyage avec Jean Mohr e Giovanni Orelli - Finestre Aperte.