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O
cinema de arte na Índia tem uma reputação considerável, com mestres
como Satyajit Ray, Ritwik Ghatak e Mrinal Sen, ganhando reconhecimento
internacional por sua integridade artística e originalidade. Renomado
poeta e cineasta, Buddhadeb Dasgupta, que nasceu em Anara, Índia,
em 1944, dá continuidade a esta tradição com uma obra singular e sensível.
Uma obra que retrata com rara maestria o universo de pessoas comuns.
Temática presente em todas as suas produções, a começar por A Distância
(Duratwa/The Distance), de 1978, seu primeiro longa-metragem, até
o mais recente Lutadores (Uttara/The Wrestlers), vencedor do Prêmio
de Melhor Direção no Festival de Veneza/2000 e na seleção da 24ª Mostra.
Dasgupta foi apontado já em seus primeiros filmes como |
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Buddhadeb
Dasgupta
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a
grande promessa do cinema indiano, posição que mantém até hoje,
graças à realização de filmes notáveis, produzidos com um orçamento
modesto e marcados pela originalidade. Em todos seus trabalhos,
ele combina surrealismo, realismo e idealismo para celebrar a vida,
resultado de sua própria vivência e de sua herança social e política.
Dasgupta faz parte de uma geração que herdou um país construído
sob os ideais e sonhos daqueles que queriam uma Índia de livre pensamento
e longe das imposições colonialistas. As questões de seu povo já
estavam presentes em seus primeiros trabalhos. A partir de 1968
começou a dirigir documentários que abordaram temas contemporâneos
e, ao mesmo tempo, celebraram a cultura popular da Índia. Desde
então ele vem se estabelecendo como um dos maiores diretores do
cinema mundial, conquistando prêmios em seu próprio país e nos festivais
internacionais. A 25ª Mostra reúne em retrospectiva os filmes mais
representativos da obra deste cineasta, um ativista do cinema, cujo
reconhecimento nasceu de seu profundo comprometimento com a arte
de fazer cinema.
Maria
Ângela de Jesus
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