Jornal da Mostra

Revista ‘Screen’ especula sobre as atrações do próximo festival de Cannes
O Código Da Vinci
Nº 401 > 29ª Mostra > 21/02/2006



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Leon Cakoff, de Berlim, para o ‘Jornal da Mostra’
Edição:
Renata de Almeida e Leon Cakoff

Revista ‘Screen’ especula sobre as atrações do próximo festival de Cannes

A revista inglesa ‘Screen’, que se auto-proclama como “the international voice of the film business”, publicou em pleno curso do 56º Festival de Berlim uma lista de prováveis filmes que estariam prontos para estrear no próximo festival de Cannes, que se realiza de 17 a 28 de maio.

O 59º Festival de Cannes, segundo a ‘Screen’ promete uma seleção sensacional. O júri será presidido por Wong Kar-wai, o melhor representante da modernidade chinesa baseado em Hong Kong. E por enquanto a única certeza que se tem é que Cannes será inaugurado com o filme mais esperado da temporada – o americano “The Da Vinci Code/ O Código Da Vinci”, de Ron Huward.

Na lista antecipada pela ‘Screen’ estão previstos os novos filmes de Aki Kaurismaki (“Lights in the Dusk”) e Manoel de Oliveira (“Belle Toujours”, uma seqüência de “Belle de Jour”, dirigido por Luis Buñuel há 36 anos). Fala-se também do novo filme de Ken Loach (“The Wind that Shakes the Barley”), sobre a tragédia da guerra civil irlandesa. Do Irã seria candidato o filme “Scream of the Ants”, de Mohsen Makhmalbaf e da Coréia do Sul, “Time”, de Kim Ki-duk. Dos Estados Unidos, pai e filha, com “Youth Without Youth”, de Francis Ford Coppola, e “Maria Antoinette”, da filha Sophia, e mais Brian De Palma com “The Black Dahlia”.

Uma atração à parte seria a produção de 20 episódios “Paris Je t´Aime”, com direções multinacionais sobre os distintos bairros (arrondissments) da capital francesa com assinaturas dos americanos Gus Van Sant e os irmãos Cohen, dos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, dos franceses Jean-Luc Godard (também suíço) e Olivier Assayas.



A língua espanhola seria falada nos filmes do espanhol “Volver”, de Pedro Almodóvar; “Labyrinth”, do mexicano Guillermo Del Toro e do argentino “Born and Raised”, de Pablo Trapero.

As especulações prosseguem com “Babel”, de Alejandro Gonzáles Iñarritu; “The Fountain”, de Darren Aronofsky, “Breaking and Entering”, de Anthony Minghella e “Scoop”, de Woody Allen.

Como se vê, a lista de notáveis é imensa e mal cabe em uma seleção de filmes para um festival com duração de doze dias. O dilema será o mesmo de sempre. Que chances terão os novatos e os independentes?


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