Jornal da Mostra
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Edição:
Renata de Almeida e Leon Cakoff
Pequenas histórias de amor para um grande filme
Seção ‘Un Certain Regard’, filme de abertura - As
opiniões são unânimes sobre “Paris, je t’Aime”,
o filme de episódios sobre os distritos de Paris. Ele é agradável
e emocionante, mesmo não havendo um equilíbrio ou coerência
entre uma direção e outra. O espírito francês, ranzinza,
pouco amigo de estrangeiros é citado com humor. O amor pela cidade prevalece
ao longo do filme.
Os diretores convidados para dirigir os episódios foram os seguintes:
Alfonso Cuarón (México), Gurinder Chadha (Índia), Gus Van
Sant (EUA), Isabelle Coixet (Espanha), Joel e Ethan Coen (EUA), Nobuhiro Suwa
(Japão), Alexander Payne (EUA), Oliver Schmitz (África do Sul),
Richard LaGravenese (EUA), Tom Tykwer (Alemanha), Vincenzo Natali (Itália),
Walter Salles e Daniela Thomas (Brasil), Wes Craven (EUA), mais os franceses
Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, Sylvain Chomet, Gérard
Depardieu e Bruno Podalydès.
Os melhores são os de Alfonso Cuarón (relação de
pais e filhos), Isabelle Coixet (um homem está decidido a deixar a mulher
quando descobre que ela está muito doente), Joel e Ethan Coen (turisto
americano é hostilizado por casal francês dentro do metrô),
Oliver Schmitz (um gari está morrendo na rua e quem o socorre é
uma velha paixão), Tom Tykwer (um rapaz cego se apaixona por uma atriz),
Walter Salles e Daniela Thomas (uma imigrante latino-americana deve deixar seu
bebê no subúrbio para cuidar de um outro bebê nascido em
berço de ouro) e Alexander Payne (uma turista americana que fala francês,
descobre Paris e a auto-estima), fechando o filme.
A produção levou seis anos para ser concluída e terminou
em briga judicial entre as duas partes nela envolvidas. A boa recepção
do filme no 56º Festival de Cannes otimizou a distribuição
internacional de “Paris, je t’Aime” e ele deverá estrear
nos principais mercados de exibição do mundo.
Mais informações em:
www.festival-cannes.org