Destaques > 30ª Mostra > 29/10/2006

Daft Punk mostra a cara na 30ª Mostra

E não é que eles deram mesmo as caras? A dupla Daft Punk, formada por Guy Manuel de Homem Christo e Thomas Bangalter, é notória por sempre se apresentar, em shows, videoclipes e coletivas de imprensa, devidamente escondida sob arrojados capacetes, compondo uma persona robótica. Eles alimentam o mito em torno de sua identidade, a ponto de por vezes dificultar o trabalho dos fotógrafos quando à paisana. Em visita ao Brasil por conta de dois shows programados para o Rio de Janeiro (sexta, dia 27) e São Paulo (domingo, dia 29), o Daft Punk e sua entourage compareceram no lotado Cine Bombril 1, na noite de sábado, 28, para apresentar a sessão de Electroma, o primeiro longa-metragem dirigido pela dupla.

Sem disfarces e de cara lavada, a dupla introduziu de forma sucinta o filme, que é uma viagem sensorial de imagens e sons sem qualquer diálogo. Usando esta ausência de falas como argumento, eles concluíram que não valia a pena falar muito sobre uma obra “muda”. Eles desejavam apenas que todos se divertissem. Apesar de lacônico, o Daft Punk foi calorosamente recebido pela platéia, formada basicamente por fãs do som eletrônico (techno-house) que praticam. Estes estavam eufóricos com a presença “desnuda” dos famosos robôs. Como o filme foi classificado como “livre”, a presença (pós-)adolescente foi notória. Depois da introdução, a platéia imergiu numa odisséia psicodélica de imagens contemplativas e sons escolhidos a dedo, entre Haydn e Brian Eno, entre Chopin e Curtis Mayfield. A Mostra é puro pop!