Filmes
Apresentação Especial
Histórias Tenebrosas (1919)
Alemanha
Histórias Tenebrosas foi o primeiro filme de terror do nascente cinema alemão. Restaurada recentemente pelo Instituto Goethe, responsável também pela vinda da cópia à 30a Mostra, a produção reúne cinco episódios baseados, entre outros, em contos de Edgar Allan Poe e Robert Louis Stevenson. Considerada pioneira, a obra serviu de modelo para outras produções do gênero, como Muralhas do Pavor, que Roger Corman filmou em 1962.
No filme, destacam-se a cenografia minimalista e realista, técnicas de trucagem e efeitos especiais revolucionários para a época. Os protagonistas formavam o chamado "trio infernal" do filme mudo alemão: Anita Berber, Conrad Veidt e Reinhold Schünzel. Veidt, aliás, ficaria famoso anos mais tarde como o major Strasser de Casablanca (1942). O trio interpreta, respectivamente, uma meretriz, a morte e o demônio, que, à meia-noite, vasculham um sebo de livros à procura de histórias para serem contadas no cinema. Cinco peças de um ato, cinco acontecimentos sinistros:
A Aparição
Casal aluga um quarto de hotel. Quando o marido retorna à noite ao local, depara-se com uma situação misteriosa: sua mulher desapareceu. Todos afirmam, no entanto, que ele chegara desacompanhado.
A Mão
Dois homens jogam dados por uma mulher. O perdedor mata o vencedor, mas a mão deste o persegue.
O Gato Preto
O marido mata sua mulher infiel e esconde o corpo emparedado no porão. Mas um gato descobre o esconderijo.
O Clube dos Suicidas
Numa casa, o delegado descobre um clube de suicidas. Aqueles que entram, precisam morrer.
A Assombração
Um galã das antigas é exposto ao ridículo com uma história de assombração arranjada pelo marido de sua amante.
Histórias Tenebrosas estreou em outubro de 1919 nos cinemas de Berlim e ficou em cartaz até meados de 1920. Foi também destaque no mesmo ano da Exposição de Cinema de Amsterdã, que lhe concedeu um prêmio de mérito. O pianista Paulo Braga improvisa ao vivo temas musicais, tomando por base
as imagens projetadas.
ACOMPANHAMENTO MUSICAL
Formou-se no Conservatório de Tatuí, onde desenvolveu atividades didáticas como professor de piano e prática de conjunto, sendo responsável, em 1990, pela criação do Departamento de Música Popular. Foi professor da UNICAMP de 1999 a 2003. É professor no Departamento de Música Popular do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim. Juntamente com Paulo Flores, é responsável pelas seis edições do Festival Brasil Instrumental. Atuou como solista, entre outros, na Banda Sinfônica e na Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, na Camerata Villa-Lobos e na Camerata de Cordas de Tatuí. Faz parte do QuartaD (de música erudita contemporânea) e do Trio Bonsai. Desde 1988 integra
o grupo de Arrigo Barnabé. Em 2006, fez a tournée européia com Mônica Salmaso e grupo.
Richard Oswald
roteiro
Anselma Heine, Robert Liebmann, Edgar Allan Poe, Robert Louis Stevenson, Richard Oswald
fotografia
Carl Hoffmann
montagem
Max Brenner, Friedel Buckow
música
Paulo Braga
elenco
Anita Berber, Conrad Veidt,Reinhold Schünzel, Hugo Döblin, Paul Morgan
produtor
Richard Oswald
produtora
Richard-Oswald-Produktion
112 minutos
P&B, 35mm