Jornal da Mostra
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Nº 485
30ª Mostra > 23/03/2007
30ª Mostra > 23/03/2007
Edição: Renata de Almeida e Leon Cakoff
Christian Petermann, para ‘Jornal da Mostra’
Christian Petermann, para ‘Jornal da Mostra’
JORNAL REVELA QUE MAIOR PIRATARIA NORTE-AMERICANA TEM ORIGEM NO CANADÁ
Não é só com janelas cada vez menores entre lançamentos em cinemas e em seguida em DVD que o circuito precisa se preocupar. Há a enraizada questão da pirataria internacional. E um artigo publicado no International Herald Tribune desmente quem acredita que o maior responsável pela pirataria é o mercado asiático, pelo menos para os EUA. Segundo reportagem de Ian Austen, correspondente em Ottawa, é o Canadá o maior gerador de produtos piratas para o mercado norte-americano.Austen comenta que o país se gaba de ser um paraíso para a produção cinematográfica. Mas segundo uma análise levada a cabo pela Motion Picture Association of America (MPAA), entre 30 a 40% dos DVDs piratas apreendidos e consumidos nos EUA nasceram com a entrada ilegal de uma camcorder numa sala de cinema canadense. Dois fatores contribuem para isto: as grandes estréias costumam ser simultâneas nos dois países, e a qualidade técnica da pirataria canadense é das melhores do mundo.
Em resposta, a 20th Century Fox considera dificultar a estréia de alguns de seus filmes no país. Além disso, a própria indústria cinematográfica local vem exigindo leis bem mais rigorosas de controle – a legislação referente está anos-luz da do país vizinho. Como forma imediata de coibir essa transgressão, pelo menos um circuito de salas do Canadá já equipou seus funcionários com óculos de visão noturna para identificar quem possa estar usando qualquer equipamento durante a projeção. A pirataria "profissional" no Canadá preocupa ainda mais, pois, estatisticamente, o país responde por quase 10% da bilheteria norte-americana de um filme.