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NOTÍCIAS
Conheça o júri oficial da 31ª Mostra: Cinco realizadores definirão o vencedor em ficção da Competição de Novos Diretores
MOUSSA SENE ABSA
Nasceu em Dakar, no Senegal, em 1958. Cursou Cinema em Paris e começou sua vida profissional como ator de teatro. Tornou-se cineasta conciliando atividades como direção de teatro, pintura e literatura. Seu primeiro trabalho em cinema foi em 1988, com o curta ficcional Le Prix du Mensonge. Em 2003, Madame Brouette rendeu-lhe o prêmio especial do júri no festival de Paris. No total, dirigiu 16 produções cinematográficas, entre elas os curtas Jaaraama (1991) e Molaan (1992), além de Twist à Popenguine (1994), Tableau Ferraille (1997), And So Angels Die (2001) e Ngoyaan, le Chant de la Séduction (2006). Presente pela primeira vez na Mostra, o diretor exibe sua mais recente obra, Teranga Blues (2007).
FÉRID BOUGHÉDIR
Nasceu em 1944, em Tunis, Tunísia. Tornou-se um crítico de cinema nos anos 70 e escreveu os livros “Le Cinema Africain de A a Z” e “Le Cinema en Afrique et dans le Monde”. Foi co-autor de “Les Cinemas du Maghreb”, “Cinemas Noirs d’Afrique” e “Cinémas Arabe”. É jornalista desde 1971 da revista “Jeune Afrique”. Trabalhou como assistente para o diretor e também romancista francês Alain Robbe-Grillet e para o cineasta espanhol Fernando Arrabal (Viva la Muerte, 1971). É professor de Cinema no Instituto de Comunicação e das Ciências de Informação da Universidade de Tunis. Estreou no cinema com o curta Le Pique Nique (1975). Realizou os documentários Caméra d’Afrique (1983), Caméra de Carthage (1985) e Caméra Árabe (1987). Seu longa de estréia na ficção, Halfaouine (1990), integra a seleção da 31ª Mostra, assim como Verão em La Goulette, seu segundo longa-metragem. Ele já participou do júri dos festivais de Cannes (1991), Berlim (1997) e Veneza (1999).
HIROKAZU KORE-EDA
Nasceu em 1962, em Tóquio, Japão. Formado pela Universidade de Waseda, intencionava ser escritor, mas especializou-se na criação de roteiros. Trabalhou como assistente de direção na TV Man Union realizando documentários. Estreou na direção com However, em 1991. No mesmo ano, filmou Lessons from a Calf e, em 1994, o documentário August without Him. Seu primeiro sucesso internacional veio com o longa Maborosi – A Luz da Ilusão, premiado com o Osella de Oro de melhor diretor no festival de Veneza de 1995 e apresentado na 20ª Mostra. Em 1996, dirigiu o documentário Without Memory. Voltou ao tema da morte em Depois da Vida, que integrou a seleção da 22ª Mostra. Em 2001, realizou Distance. Selecionado para a competição no Festival de Cannes 2004, Ninguém Pode Saber levou o prêmio de melhor ator para o jovem Yûya Yagira e foi exibido na 28ª Mostra. Seu mais recente trabalho, Hana, também integra a programação da 31ª Mostra.
INÊS DE MEDEIROS
Nasceu em 1968 em Viena, na Áustria. Filha do maestro e realizador Antônio Vitorino de Almeida, começou na vida artística ainda criança, aos 11 anos, representando em filmes e peças de teatro. Freqüentou o liceu francês Charles Lepierre até 1986. Estreou no cinema em A Culpa (1981), realizado e produzido por seu pai. Como atriz, trabalhou com cineastas consagrados como João Botelho, em Tempos Difíceis (selecionado para a 12ª Mostra), Aqui na Terra (1993) e Três Palmeiras (18ª Mostra); Pedro Costa, em O Sangue (15ª Mostra), Casa de Lava (18ª Mostra) e Ossos (21ª Mostra); e Jacques Rivette, em La Bande des Quatre (1988). Integrou também o elenco de Zéfiro (18ª Mostra), de José Álvaro Morais. Em 1998, rodou seu primeiro curta, Senhor Jerônimo, com o qual venceu o Festival Europeu de Curta-Metragem de Brest, na França.Estreou em longa em 2002, com o documentário O Fato Completo, ou À Procura de Alberto, e participa da 31ª Mostra com Cartas a uma Ditadura.
LUCIA MURAT
Nasceu em 1948, no Rio de Janeiro, Brasil. Formou-se em Economia e, depois de trabalhar como jornalista, realizou nos anos 80 produções independentes na área audiovisual. Em 1984, lançou o média documental O Pequeno Exército Louco, focado na Nicarágua durante a queda de Anastasio Somoza. Voltou à direção cinco anos depois com o prestigiado docudrama Que Bom Te Ver Viva (1989), que conquistou o troféu Candango de melhor filme no festival de Brasília daquele ano, assim como uma menção honrosa do prêmio Margarida de Prata. Vieram, na seqüência, a participação no filme em episódios Oswaldianas (“Daisy das Almas deste Mundo”, 1991) e os longas Doces Poderes (1996), Brava Gente Brasileira (integrante da 24ª Mostra), Quase Dois Irmãos (28ª Mostra) – considerado melhor roteiro segundo a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), melhor filme ibero-americano e prêmio do público no Festival de Cinema de Mar del Plata (Argentina) e prêmio especial do júri no Festival de Cinema Latino-Americano de Huelva (Espanha) – e Olhar Estrangeiro (29ª Mostra). Participa também da 31ª Mostra com o filme Maré, Nossa História de Amor.
