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José Mojica Marins

Nasceu em São Paulo em 1931. Aos doze anos, ganhou uma câmera 8mm e, sempre experimentando, produziu uma infinidade de curtas amadores e mudos. Lançou seu primeiro filme profissional em 1957, Sina de Aventureiro. Pouco depois, praticamente criou o gênero horror no Brasil, com filmes de baixo orçamento e muita criatividade. Nos anos 90, foi descoberto nos EUA, ganhando o apelido de Coffin Joe. Passou a dar muitas palestras. Em 1998, André Barcinski e Ivan Finotti lançaram o livro “Maldito”, seguido de um documentário homônimo. É “redescoberto” no Brasil como um dos cineastas mais criativos do país. Realizou, entre muitos títulos, a continuação Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (também exibido na 31ª Mostra),
O Estranho Mundo de Zé do Caixão (1967), o polêmico e proibido O Despertar da Besta (1969-1983), O Exorcismo Negro (1974) e Delírios de um Anormal (1978). Trabalhando na Boca do Lixo paulistana, abriu-se também ao erotismo em títulos como A Virgem e o Machão (1973), Inferno Carnal (1976), Perversão (1978) e os explícitos A Quinta Dimensão do Sexo (1983), 24 Horas de Sexo Ardente (1984) e 48 Horas de Sexo Ardente (1985). Foi ator em projetos de amigos, como, mais recentemente, em O Segredo da Múmia (1981) e A Marca do Terrir (29ª Mostra), ambos de Ivan Cardoso e seu confesso admirador, As Belas da Billings (1987), de Ozualdo Candeias, e Ed Mort (20ª Mostra), de Alain Fresnot.