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31ª Mostra > 14/10/2007
Redação: Leon Cakoff, para o ‘Jornal da Mostra’
Genocídio armênio é lembrado na 31ª Mostra com cinco filmes
Além do peso do genocídio armênio, o primeiro do século 20, a terceira geração do sobreviventes da diáspora continua sofrendo pressões raivosas do governo turco que insiste em negar a autoria desta tragédia que provocou a morte de mais de 1,5 milhão de armênios entre 1915 e 1923. A 31ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem a oportunidade de reunir cinco novos filmes de diferentes nacionalidades sobre a questão do genocídio armênio no momento em que os congressistas americanos fizeram aprovar - com a margem de 27 votos a favor e 21 contra – o reconhecimento do extermínio.
O primeiro destaque é SCREAMERS, da diretora Carla Garapedian, americana descendente de armênios, que vem a São Paulo apresentar seu filme na Mostra. O filme é conduzido pela banda de rock System of a Down, que confronta o genocídio armênio de 1915 e os esforços do governo turco em negá-lo, fazendo uma ligação entre os genocídios do Holocausto, Ruanda, Bósnia, os curdos no Iraque e o atual genocídio em Darfur (região do Sudão, África, na fronteira com a Líbia). Garapedian participará de um debate sobre a questão armênia no Clube da Mostra, com mediação de Leon Cakoff, em data a definir.
Os irmãos italianos Paolo e Vittorio Taviani, conhecidos por sua contundência na abordagem das questões políticas da Itália, abordam o genocídio armênio pela primeira vez em sua filmografia no drama de guerra A CASA DAS COTOVIAS. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Partido da Juventude Turca organiza um massacre na Armênia. Todos os homens da família Avakian são executados, enquanto as mulheres são levadas para o deserto e deixadas lá para morrer. Mas Nazim, membro da entidade turca “Confraternização dos Pobres”, planeja salvá-las.
Em ARARAT – 14 VISÕES, o diretor Don Askarian faz uma série de improvisações focando a montanha sagrada de Ararat, na Armênia. Segundo o preceito bíblico, Ararat foi a primeira terra que Noé avistou depois do grande dilúvio. Por isso é difícil para os armênios cristãos aceitarem que a montanha esteja do outro lado da fronteira, na Turquia islâmica – eles só podem olhar para ela.
O FAROL, da cineasta armênia Maria Saakyan, conta a história de uma jovem que retorna para sua casa depois de quatro anos. Lá, ela não encontra velhos discos ou fotos de família, mas uma verdadeira tragédia. A vida na sua cidade caucasiana ficou perigosa. Ela quer partir imediatamente e levar seus avôs consigo. Mas sua avó não quer partir e largar sua casa, seu trabalho em uma escola de música e seus pupilos.
O francês Robert Guédiguian, diretor de A Cidade Está Tranqüila (seleção da 25ª Mostra) retorna com ARMÊNIA (no original, Le Voyage en Arménie). A história é centrada em Anna e seu pai Barsam. Ela, cardiologista, descobre que o pai está com um problema no coração e precisa ser operado o mais rápido possível. Como os dois não são muito próximos, Barsam se recusa a acreditar no diagnóstico da filha e desaparece da França. Anna descobre que ele voltou ao seu país de origem, a Armênia, e parte à sua procura.
