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31ª Mostra > 26/05/2008
Redação: Leon Cakoff, de Cannes, para o ‘Jornal da Mostra’
FILMES POLÍTICOS SE DESTACAM NA PREMIAÇÃO
E a França voltou a ganhar a Palma de Ouro depois de uma longa espera de 21 anos. Foi com o filme tocante ENTRE LES MURS/ THA CLASS, de Laurent Cantet, sobre alunos da 8ª série em uma escola pública de Paris. Cantet inspirou-se no livro homônimo de François Bégaudeau, que atua como o professor dos 24 alunos adolescentes seguidos em seus conflitos nos limites da classe de aula. Em muitos momentos pensamos estar assistindo a um documentário. Mas o realismo sobre tolerância e esperança, sobre a importância do ensino e da cultura para a boa formação intelectual dos jovens, dá um recado universal, apaixonante e muito comovente. Dá também um bom recado político e a esperança de que ele seja visto por platéias jovens. A última Palma de Ouro para um filme francês em Cannes foi para SOUS LE SOLEIL DE SATAN, de Maurice Pialat.
A grande surpresa foi o prêmio de melhor atriz para a brasileira Sandra Corveloni, atriz de teatro e estreante em cinema no filme LINHA DE PASSE, de Daniela Thomas e Walter Salles. Ela faz a mãe-coragem e simboliza a luta de mulheres brasileiras de uma triste realidade que lutam para criar os filhos sem pais presentes. O prêmio a Sandra Corveloni dá um novo alento ao filme e o enriquece com novas leituras emocionais. Era um prêmio esperado, ao menos para o Jornal da Mostra
O prêmio de melhor ator foi confirmado para o mexicano Benicio del Toro no ótimo CHE, de Steven Soderbergh. O grande prêmio do júri presidido por Sean Penn foi para o italiano GOMORRA, de Matteo Garrone, um filme tenso e agitado sobre os tentáculos da máfia napolitana. E de olho nos estragos provocados na sociedade e em sua pobre juventude. O diretor turco Nuri Bilge Ceylan ficou com o prêmio de melhor diretor pelo denso ÜÇ MAYMUN/ THREE MONKEYS/ TRÊS MACACOS. Outro prêmio do júri e para outro italiano – IL DIVO, de Paolo Sorrentino, dedicado à fascinante carreira política de Giulio Andreotti. Finalmente o prêmio de melhor roteiro destacou ainda mais o novo trabalho dos já premiadíssimos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne. Desta vez pelo nervoso LE SILENCE DE LORNA, sobre tráfico humano e clandestinidade de imigrantes na nova comunidade européia.
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