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Canto em Qualquer Canto
2005 Universal
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CD "Canto em qualquer canto"  > >

músicos


Ney Matogrosso
Voz
Marcello Gonçalves
Violão de 7 cordas
Pedro Jóia
Alaúde e violão
Ricardo Silveira
Guitarra e violão
Zé Paulo Becker
Viola e violão


ficha técnica

Uma produção
Universal Music
Direção
João Mário Linhares
Coordenação executiva
Krishna Viegas
Assistente de Produção
João Paulo Linhares e Daniel Torres
Direção de arte
Lara Velho e Mônica Martins
Fotos
Lara Velho e Mônica Martins
Camareiro
Marivaldo Santos
Técnico de PA
Sérgio Murilo
Técnico de monitor
Renato Aisher
Roadie
Marcos Alves
Luz
Juarez Farinon

Extraído do programa "Especial de fim de ano Ney Matogrosso - Canto em Qualquer Canto", gravado para o Canal Brasil em 08 de dezembro de 2004 no SESC Pinheiros, São Paulo.
Mixado no Estúdio AR por Marcelo Sabóia


Jóia rara em CD e DVD

Por Marcos Paulo Bin -21/09/2005

Como intérprete de primeiro quilate da MPB, Ney Matogrosso atua há mais de 30 anos – contando o tempo dos Secos & Molhados – como um garimpeiro em busca da pepita mais preciosa. À exceção do disco Vagabundo, lançado em 2004 com o grupo Pedro Luis e a Parede, o cantor vem, nos últimos anos, procurando suas jóias musicais em terrenos específicos. Foram os casos de Batuque, álbum em que releu o repertório brasileiro do início do século passado, e os dois CDs (de estúdio e ao vivo) em homenagem a Cartola.

No CD e DVD Canto em Qualquer Canto (Universal), o garimpo de Ney Matogrosso volta-se para seu próprio repertório. Mas, no auge da liberdade artística, o intérprete não se resumiu a um manjado “greatest hits”, com releituras óbvias de sucessos, superprodução e banda numerosa. Ney é acompanhado apenas de um quarteto de cordas formado por Marcelo Gonçalves (violão de 7 cordas), Pedro Jóia (alaúde e violão), Ricardo Silveira (guitarra e violão) e Zé Paulo Becker (viola e violão). O repertório privilegia canções mais obscuras da discografia do artista, trazendo também releituras e duas inéditas.

O disco surgiu a partir de um show que Ney Matogrosso fez em dezembro de 2004 no Sesc Pinheiros, em São Paulo, em comemoração ao aniversário do Canal Brasil. Convidado para uma apresentação voz-e-violão, o cantor sugeriu à emissora de TV a cabo ser acompanhado por três violonistas: Marcelo, Pedro e Ricardo, com quem já trabalhara. Ao trio juntou-se Zé Paulo, músico egresso do choro carioca.

O resultado desse encontro de instrumentistas virtuoses e um cantor em plena forma é um disco sofisticado, fora dos padrões ditados por rádios ou MTV, e por isso mesmo simplesmente fantástico. O álbum começa com a faixa-título, composição de Ná Ozzeti e Itamar Assumpção gravada por Monica Salmaso no CD Voadeira, de 99. A letra é cantada por Ney como quem celebra a profissão que escolheu: “Vim cantar sobre essa terra/ Antes de mais nada, aviso/ Trago facão, paixão crua/ E bons rocks no arquivo/ Tem gente que pia e berra/ Eu já canto, pio e silvo”.

A cada faixa Ney e os músicos mostram-se mais à vontade com o repertório. E a cada audição podem ser notadas diferentes nuances, novos solos intrincados, desvendando toda a beleza dos arranjos. A harmonia dos quatro músicos é evidente em todo o disco, seja na delicada Amendoim Torradinho (Estava Escrito, 1994) ou na nervosa Oriente, de Gil (gravada pela primeira vez por Ney), com quase 10 minutos de duração.

Individualmente, o destaque é o português Pedro Jóia. Com seu alaúde e seu violão flamenco, o músico dá um show à parte, garantindo a canções como Bamboleô, Dos Cruces, Retrato Marrom e Bandolero o sotaque ibérico que Ney já demonstrava desde os tempos de Secos & Molhados – de cujo repertório resgata O Doce e o Amargo. Pedro também é autor das duas únicas músicas inéditas do disco: Uma Canção por Acaso e Duas Nuvens, ambas com Tiago Torres da Silva.

O repertório, de 14 músicas, ainda tem o sucesso Tanto Amar (Chico Buarque) e Já Te Falei, música dos Tribalistas gravada por Rita Lee no CD Balacobaco. A versão em DVD traz como diferencial um detalhado making of dos ensaios e da gravação.

Ney Matogrosso define Canto em Qualquer Canto como um disco de “liberdade total”. Com carta branca, escolheu o repertório e os músicos e participou da concepção dos arranjos. Acertou em tudo. O garimpeiro achou ouro, lapidou e o transformou em jóia rara.

Fonte: Universal Music
http://www.universomusical.com.br/materia.asp?mt=sim&id=693&cod=mp