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Ney Matogrosso estréia turnê "Inclassificáveis"
Jornal Agora
"Inclassificáveis", música de Arnaldo Antunes, dá nome ao show que Ney Matogrosso estreou no Citibank Hall. Segundo o cantor, essa turnê representa um novo momento nos mais de 30 anos de carreira. "Quis fazer um trabalho mais pop, mais rock'n'roll, porque esse tipo de música dá uma margem maior, uma liberdade muito grande para trabalhar", conta Matogrosso, que, antes de São Paulo, fez pré-estréias em Juiz de Fora, Minas Gerais e Piracicaba. "As pré-estréias são muito importantes para eu perceber se preciso mexer em alguma coisa", diz.
A apresentação terá 22 canções, 12 delas releituras de sucessos de outros cantores. Só de Cazuza são quatro composições. Matogrosso abre o show com "O Tempo Não Pára" e termina com "Pro Dia Nascer Feliz". Ainda serão apresentadas "Por que a Gente É Assim?" e "Seda", letra inédita do compositor que ganhou arranjos de Lobão. No repertório ainda há versões de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil e Jorge Drexler, uruguaio que ficou conhecido no Brasil depois de ganhar o Oscar de melhor canção com "Al Otro Lado del Río".
Entre as inéditas, destaque para os novos compositores, que permeiam o repertório. Estão no show canções de Pedro Luis, Iara Rennó, Alice Ruiz e Fred Martins, além de Marcelo Camelo, do Los Hermanos, e de Arnaldo Antunes. Sobre o repertório, o intérprete conta que a idéia é trazer coisas novas, já que seu lema é "sempre para a frente, o que ficou para trás é passado".
Falando em passado, a direção musical é de Emílio Carrera, ex-integrante dos Secos e Molhados. Quem assina o figurino é, mais uma vez, Ocimar Versolato, que acompanha Ney Matogrosso há mais de dez anos. Mas o cantor refuta qualquer tipo de saudosismo e diz que, de Secos e Molhados, só Carrera mesmo. "As pessoas podem esperar surpresas, pois eu tive tempo para planejar o espetáculo e está tudo do jeito que eu quero", antecipa. "Inclassificáveis" vai virar um CD ao vivo, que será gravado no Canecão (Rio), em janeiro.
Fonte: Jornal Agora
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