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imprensa

10/10/2011

Campo Grande News
Lado B: Ângela Kempfer

Joel Pizzini busca dinheiro para filmar 1ª ficção e finalizar longa sobre Ney Matogrosso

O cineasta Joel Pizzini apresentou na semana passada no Brasil CineMundi o projeto para primeiro longa metragem de ficção da carreira. Foi mais uma tentativa de levantar dinheiro para contar a vida do líder guarani Marçal de Souza.

O encontro internacional de coprodução, realizado durante a Mostra CineBH, em Belo Horizonte, serve para viabilizar produções independentes. De 40 inscritos, o roteiro de Pizzini ficou entre os 10 finalistas, mas perdeu para projeto do Rio de Janeiro.

O trabalho do cineasta que nasceu em Dourados hoje se resume a buscar recursos para produzir.

Sobre Marçal, ele já concluiu a fase de pesquisas e está no pré-roteiro. Durante semanas percorreu as aldeias da região sul para recolher informações sobre o índio que se transformou em mártir da luta pela demarcação de terras em Mato Grosso do Sul.

“Não há muitos registros escritos. Nas aldeias, recuperar a história com os anciãos é sempre na base da oralidade”, lembra o cineasta.

Apesar da trajetória do “Banguela dos Lábios de Mel” remeter à necessidade de um documentário, Pizzini decidiu pela ficção.

Em 93, ano em que Marçal de Souza foi assassinado, Pizzini participava de um grupo de jornalistas que acompanhava o conflito fundiário entre índios e fazendeiros em Mato Grosso do Sul e disseminava informações, ainda sem os recursos modernos criados pela internet.

Parte difícil - Atualmente, Pizzini também tem como pendência a finalização do longa sobre Ney Matogrosso.

Edital da Petrobras garantiu R$ 600 mil para as filmagens e montagem, mas o filme será em película, etapa cara que depende de novos investidores.

“Acho que até meados do ano que vem a gente consegue lançar”, prevê Pizzini. O longa sobre o sul-mato-grossense famoso tem cenas em Bela Vista e as participações de figuras como Arrigo Barnabé e Zé do Caixão. Um dos destaques é a fotografia de Luis Abramo.

Outro processo que dá trabalho é de direitos autorais. Joel utiliza imagens que precisam ter a divulgação autorizada para evitar processos no futuro.

Para contar a vida e a trajetória artística de Ney, um dos recursos são 300 horas de imagens caseiras. Um dos trechos mais falados pelo próprio cantor é entrevista gravada com o pai, num aniversário comemorado por Ney durante o show "Destino de aventureiro", em 84.

Apesar dos pesares, a exibição já foi garantida no circuito Unibanco de cinema, mas ainda não há qualquer acerto para exibição na terra natal de Ney. “Mas vamos arrumar uma sala para exibir em Campo Grande”, promete Pizzini.

Fonte: Campo Grande News