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No decorrer da carreira, Ney aperfeiçoou-se como intérprete, passando a acrescentar uma carga tão intensa de estilo pessoal a uma música, praticamente tornando-se co-autor. Ney transformou-se em um dos intérpretes mais precisos de Chico Buarque em músicas como "Deixa a Menina", "Tanto Amar", "Até o Fim" e "Las Muchachas de Copacabana"; foi veículo ideal para as divertidas composições de Eduardo Dusek, como "Folia no Matagal", "O Rei das Selvas", "Cobra Manaus" e "Destino de Aventureiro"; e injetou ainda em sua explosiva receita o sangue fresco da nova geração comprometida com o rock, como atestam as faixas "Por que a Gente é assim?", "Pro dia nascer Feliz", "Fogo e Risco" e "Tão Perto".

Já atuando solo, Ney gravou na Itália, ao lado de Astor Piazzola, um compacto duplo, a convite do compositor argentino. Cantou na Argentina, no Uruguai, participou de dois festivais em Montreux (Suíça), levou seus shows várias vezes a Portugal, chegou a fazer shows em Israel e recentemente esteve nos Estados Unidos. Em todos estes lugares, o sucesso foi absoluto. Ney Matogrosso encara, no entanto, o público brasileiro como o verdadeiro destinatário de sua arte.

No show Seu Tipo, de 1980, ele investiu em um visual mais simples. Ney Matogrosso escolheu o palco de um circo para estrelar o show Destino de Aventureiro, em 1984, no circo Tihany, do Rio de Janeiro, no qual revisitou 10 anos de carreira, travestindo-se de Homem de Neanderthal, bicho selvagem, bandido latino-americano e forrozeiro. Dois anos depois gravou Bugre, que acabou restrito ao vinil, pois show não chegou a ser feito, em nome da coerência profissional que sempre guiou o cantor.

 

aventureiro. circo. pérolas.

Em 1986, na temporada de A Luz do Solo, no Rio de Janeiro, pela primeira vez Ney Matogrosso subiu ao palco sem qualquer máscara ou fantasia. Iniciou-se ali a fase em que a valorização do cantor, acima de qualquer outro aspecto, atingiu a sua plenitude. O intérprete revisitou, com emoção à flor da pele, o chamado repertório clássico da MPB, em músicas como "Dora", "Nem Eu", "Retrato em Branco e Preto", "Último Desejo", "Três Apitos", "Da Cor do Pecado", "No Rancho Fundo", "Modinha", "Autonomia" e "Na Baixa do Sapateiro", revelando maturidade e frescor, soando sempre novo, original. Inúmeros músicos o acompanharam: Hélio Delmiro, Marcio Motarroyos, Caetano Veloso, Severino Araíjo, Dori Caymmi, Erich Bulling, Paulinho da Costa, Eugênia Melo e Castro, César Mariano, Robertinho Silva, Paulinho Braga, Antonio Adolfo, Gal Costa, Jaques Morelembaum, Wagner Tiso e Arrigo Barnabé, até chegar ao quarteto formado por Raphael Rabello, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Chacal no disco e show Pescador de Pérolas, de 1987, no qual adquiriu um prestígio no Brasil que ele próprio não confiava que tivesse.

   

discos

Seu Tipo
1979 WEA

Ney Matogrosso
1981 WEA

Sujeito Estranho
1981 WEA

Matogrosso
1982 Ariola

Pois é
1982 Polygram

Destino de Aventureiro
1984 Polygram

Bugre
1986 Polygram

Pescador de Pérolas
1986 CBS

A Floresta do Amazonas de Villa-Lobos
1987 Kuarup

Quem não vive não tem medo da morte
1988 CBS


Ney Matogrosso Ao Vivo
1989 CBS


shows

Seu Tipo
1980

Homem com H
1981

Matogrosso
1982

Destino de Aventureiro
1984

Pescador de Pérolas
1987

Ney Matogrosso Ao Vivo
1989