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Ney Matogrosso sempre foi um artista. Não se considera um cantor, apenas. A voz é mais uma de suas habilidades artísticas. Ney foi ator de cinema - em "Sonho de Valsa", longa-metragem de Ana Carolina, e "Caramujo Flor", curta de Joel Pizzini -, fez iluminação de Nanna Caymmi, Nelson Gonçalves, Chico Buarque, da Fundação Oswaldo Cruz, peças de teatro como Mistério do Amor, dirigiu dois Prêmios Sharp com os temas "Ângela e Cauby"e "Gilberto Gil", os shows do RPM, Cazuza e Simone e, mais recentemente, a peça Somos Irmãs.
cena. palco. luz.
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Ney sempre mergulhou em busca de um encontro profundo com a espiritualidade e consigo mesmo. Em 1990, Ney experimenta com show e disco intimistas, literalmente À Flor da Pele, com Rafael Rabello.
íntimo. instrumento. pequeno.
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Em 1992, uniu-se ao grupo Aquarela Carioca para realizar "As Aparências Enganam", que teve músicas como "El Manisero", "A Tua Presença Morena" e "Sangue Latino". Dois anos depois, o disco e o show Estava Escrito, homenagearam Ângela Maria, dando ao seu samba-canção uma roupagem requintada, uma leitura luminosa.
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pesquisa. influência. MPB.
O show "Um Brasileiro", de 1996, no qual exerce uma das melhores interpretações de Chico Buarque, também virou disco e se mantem até hoje na estrada, embora em 1997 Ney tenha gravado "Cair da Tarde", disco no qual entrelaça as obras de Tom Jobim e Villa Lobos.
No novo disco que começou a ser gravado no dia 1 de julho, com lançamento previsto ainda para este ano, o cantor quer mostrar quem considera estimulantes da nova geração de compositores. Procurou quem tivesse composto coisas que lhe interessem falar. Mais uma experimentação. Mais uma ousadia. Porque, afinal de contas, é neste território - o do imprevisível - que Ney Matogrosso se sente em casa.
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