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Retrospectiva Anos 70 - Parte III
01/09/05
Escrito por: Danilo Saraiva
Editado por: Danilo Saraiva

Finalmente a última parte da grande retrospectiva dos animes dos anos 70 chega ao seu fim. Já falamos sobre várias séries, algumas com excelente repercussão no Brasil e outras nem tanto. Segue abaixo:

Nome no Brasil: Ás do Espaço
Nome no Japão: Uchu Ace
Data de estréia no Japão: 1965
Criador: Tatsuo Yoshida

Depois de ser perseguido por criaturas extraterrestres, Às do Espaço encontra refúgio na Terra, onde passa a se familiarizar com as pessoas e os hábitos de vida daqui. Como se não bastasse, seus inimigos o perseguem e sua missão agora é defender o planeta das ameaças alienígenas.

Assim como a maioria dos personagens de 60/70, Às do Espaço segue a linha de clichês que as produções da época mantinham. Uma delas é o fato de o garoto ter vindo de outro planeta e as outras, bem freqüentes por sinal, são os poderes que o pequeno herói possuía. Raios laser, lâminas cortantes e dispositivos eletrônicos. Nada era novidade nessa série, que apesar de ter alcançado um relativo sucesso, foi pouco lembrada após sua saída da televisão.

Estreando no país em 1972 pela TV Tupi, a série tinha animação bicolor (branco e preto) e o herói tinha a ajuda dos humanos Dr. Tatsunoko e sua filha Asari. Ao enfrentar os monstros de Órion, Às fica conhecido como o ídolo terráqueo e para se adaptar ao nosso ambiente, ele tem que mascar pastilhas que permitem com que sua força se regenere (o que aliás, gerou uma imensa propaganda de marketing no Japão já que foram lançados chicletes com o mesmo nome das pastilhas de Às). Durou 52 episódios e foi a primeira produção dos estúdios Tatsunoko.

Nome no Brasil: Príncipe Planeta
Nome no Japão: Ryusei Shonen Papi
Data de estréia no Japão: 1965
Criador: Masaichirou Yoshikura e Hideaki Inoue

Estrondoso sucesso de público e crítica, "O Príncipe Planeta" foi baseado no personagem Astro Boy (que nunca teve sua versão original exibida no Brasil) e foi exportado para uma dezena de países. Baseado em um mangá de Masaichirou Yoshikura e Hideaki Inoue, o anime foi produzido pela empresa TCJ (que até hoje mantém suas atividades no Japão) e rendeu 48 episódios, exibidos aqui pela TV Tupi e posteriormente pela TV Cultura.

Preocupada com a situação do mundo, a Corporação Paz envia o Príncipe Planeta para estudar o comportamento dos terráqueos e ajudá-los na luta contra o mal. O pequeno herói, porém, não foi escolhido por acaso para cumprir essa missão. Foi selecionado dentre milhares de voluntários para transformar a Terra em mais uma das adeptas da "União dos Planetas", que consistia em todos aqueles que mantinham a paz total.

Ao chegar na Terra, ele encontra Diana Wothy (nome ocidental) que possui um sítio e chama o Príncipe para morar lá. Na nova casa, ele recebe o álter-ego de Bobby. Através do medalhão que lhe foi dado, ele pode se transformar novamente no Príncipe Planeta e ainda conta com a ajuda de Dan Dínamo, na luta contra o mal.

Durante os episódios, muito drama e alguns relacionamentos pessoais e sentimentais são abordados. Saudades, romance, conflitos e amizade são alguns dos temas. A série termina com o Príncipe indo embora para Radion (seu planeta natal) e se submetendo ao conselho da Corporação Paz, onde tenta convencer de que a Terra é um lugar com pessoas boas e fiéis.

Nome no Brasil: Super-Homem do Espaço
Nome no Japão: Ryusei Kamen (Máscara Cometa)
Data de estréia no Japão: 1966
Criador: Nobuo Nita

Ambientado no futuro, a série se passa em um período em que as pessoas sabem da existência de extraterrestres e pouco se incomodam com isso. O planeta Pineron é um dos lugares em que os terráqueos mantém contato e ligações econômicas e políticas. Como toda sociedade clichê, Pineron e a Terra entram em conflito, principalmente quando os habitantes do planeta Água começam a perseguir os alienígenas de Pineron.

Nessa inquietante premissa, o jovem Peter tem seu pai assassinato através de circunstâncias misteriosas. O ente querido do garoto se recusou a participar de um projeto de desenvolvimento de armas a favor do governo da Terra e assim foi brutalmente morto por "pessoas" misteriosas. Peter é meio alienígena, meio humano, já que sua mãe era de outro planeta e então, após a violenta guerra se iniciar, o garoto não tem outra opção a não ser combater as causas desse conflito através da identidade do Super-Homem do Espaço.

Antes disso ainda, a mãe do herói é levada para um campo de concentração após ser acusada de espiã do planeta inimigo e dentre os maiores objetivos de Peter, saber informações sobre o paradeiro dela é prioridade. Assim se desenrola uma das séries de maior sucesso que já passaram por aqui, cheia de mistérios e relações críticas com o medo que o Japão e o resto do mundo viviam.

Mais de 20 anos depois da segunda grande guerra mundial, o planeta ainda passava por grandes dificuldades de relacionamento e essa situação é retratada até mesmo nos animes. Apesar de Super-Homem do Espaço ser a produção mais evidente e comparativa aos conflitos da época, muitas outras trataram esse assunto com sutileza como Astro Boy e O Oitavo Homem.

Nome no Brasil: Marino Boy
Nome no Japão: Ganbare! Marin Boy
Data de estréia no Japão: 1966
Criador: Minoru Adachi

Marino Boy (ou Marine Boy) foi lançado pela primeira vez no Japão na emissora Melbourne Television e só foi sair do ar em 1968, quando completou o incrível número de 130 episódios (uma raridade para as produções da época). Dividido em duas séries de duas temporadas cada, a primeira versão teve apenas três capítulos em branco e preto, enquanto a segunda temporada dessa mesma série durou 13. A versão colorida (mais bem feita e exibida no Brasil) durou 114 episódios (apenas os 78 últimos foram transmitidos aqui).

Segundo os fãs dessa série, os primeiros episódios são fracos tanto no roteiro, quanto na premissa. O fato é que Marine Boy fez um grande sucesso e teve até reprise exibida nos anos 90 no canal à cabo Warner.

Usando uma roupa especial (que o fazia tão hábil quanto um peixe), Marine Boy completava as mais diferentes missões no fundo do mar. Ajudado por seu pai, o Dr. Mariner, tanto o herói quanto seus amigos (o golfinho Splasher e a sereia Neptina) passavam por grandes encrencas que envolviam desde problemas ambientais a ataques de outras criaturas. Marine Boy também não agia por acaso. Era membro de uma organização que preservava a paz do oceano. Foi exibido no país pelas emissoras Excelsior, Band e TV Tupi.

Nome no Brasil: Zoran
Nome no Japão: Uchyu Shonen Soran (O Garoto Especial Soran)
Data de estréia no Japão: 1965
Criador: Kazuya Fukumoto

Apesar do grande sucesso e da excelente produção japonesa (que assustava até os maiores estúdios da época por sua qualidade), Zoran não é um dos animes mais lembrados pelos fãs, são pouquíssimos os sites que trazem informações sobre esse desenho e ele parece esquecido mesmo em seu país de origem, cujo DVD não vendeu muitas cópias.

Zoran é o pequeno herói que integra a Divisão Aurora e veio do planeta de mesmo nome após seus pais terem sido mortos. Defendendo o planeta de invasores e perigos iminentes, o astro da série conta ainda com velocidade e poderes especiais e com a ajuda de um esquilo que pode se tornar invisível.

Foi exibido no Brasil pela TV Tupi e durou o número recorde de 96 episódios (perdendo apenas para Marine Boy nas produções mais longas que o Japão criou nos anos 60/70).

Nome no Brasil: Guzula
Nome no Japão: Oraa Guzura Dado (Eu Sou Guzula)
Data de estréia no Japão: 1967
Criador: Itairen Tarou/ Teruhiko Saito

Guzula é um "rosto" comum no mundo dos animes. O personagem já estampou canecas, camisetas, jogos e brinquedos na terra do sol-nascente e seu sucesso é comparável ao de fenômenos como Pokémon e Doraemon.

Nascido de um ovo de dinossauro, Guzula costuma se alimentar de ferro e processar fogo dentro de seu estômago (o que faz com que ele possa cuspi-lo nas pessoas facilmente). Adotado por uma família típica, ele passa a ser tratado como membro oficial, mas suas travessuras no bairro (algumas propositais e outras nem tanto) faziam com que as pessoas acabassem horrorizadas.

O monstro também tinha a péssima mania de cuspir fogo no chefe da família e isso causava cenas de grande humor, que aliás, era o foco de toda a série. Estreou no Brasil em meados de 1972 e fez grande sucesso, durando 88 episódios e só saindo do ar no país nos anos 80. Foi exibido pela TV Record e reprisado inúmeras vezes.

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Marine Boy na segunda temporada da segunda versão: mais arrojado

Marine Boy, o golfinho Splasher e a sereia Neptina

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Zoran em uma das poucas fotos encontradas na Internet

Guzula: clássico da animação japonesa

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Mais uma das trapalhadas de Guzula
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