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Nos Bastidores da Redublagem de Chaves com Gustavo Berriel, o novo dublador do Jaiminho e do Nhonho
24/03/2006
Escrito por: David Denis Lobão
Editado por: David Denis Lobão
Quantas crianças que cresceram assistindo as trapalhadas da turma do menino de rua Chaves não sonhavam em fazer parte daquele universo? Viver na vila, aprontar todas, ser amigo daquelas pessoas.

Pois bem, Gustavo Berriel é fã do seriado desde criança e diferente dos demais ele viu seu sonho virar realidade. Primeiro organizando o evento “Festival da Boa Vizinhança” que criou um verdadeiro caos na Avenida Paulista reunindo mais de oito mil pessoas dispostas a entrar no local; depois quando foi chamado para cuidar da adaptação do texto da dublagem para o lançamento dos episódios da série em DVD; e por fim quando passou nos testes para dublar o Nhonho e o Carteiro Jaiminho na redublagem de “Chaves” para as coleções dos BOX de DVDs.

Para este jornalista e ator carioca o sonho virou realidade e ele é o atual dublador oficial do ator Raúl Padilla no Brasil. Que já foi feito pelo falecido Older Cazarré (Homem Fluído em “Os Impossíveis”) na dublagem original da série e ainda em outras oportunidades por Eleu Salvador (o pai da Bulma em “Dragon Ball Z”), Mario Villela (o Seu Barriga original de “Chaves”) e Jorge Alex (a segunda voz do “Rato de Boné” de Bananas de Pijamas). Entre os personagens do ator está o Carteiro Jaiminho, além de participações variadas nos seriados Chapolin e Chespirito.

Por conseguir fazer ainda uma voz bem próxima a que o saudoso Mario Vilella fazia para o menino Nhonho na dublagem original, Gustavo passou também a dublar o personagem. No entanto os demais personagens “adultos” do ator Edgar Vivar (como o Seu Barriga) foram feitos no primeiro BOX de DVDs pelo dublador Fadhu Costa (o Shu de “Dragon Ball GT”) e nos demais está sendo feito pelo ator Gilberto Baroli (o Saga de “Cavaleiros do Zodíaco”). O Nhonho em outras oportunidades foi feito pelos atores Ivo Roberto "Tatu" (o Kero de “Sakura Card Captors”) e o também falecido César Leitão (a primeira voz do cachorro Brian de “Uma Família da Pesada”). Você confere no fim da entrevista a lista de completa de dubladores que já passaram pelo seriado.

Na entrevista a seguir Gustavo Berriel fala um pouco sobre a história de Chaves no Brasil e sobre como tem sido participar da redublagem de Chaves no Brasil.

Entrevista Exclusiva por David Denis Lobão

OhaYO! - Pra você o que significou a dublagem original do seriado Chaves feita pela MAGA para o SBT? Significativa para a geração de fãs da série?

Gustavo Berriel - A versão Maga de “Chaves” -sempre que eu falar “Chaves”, inclui-se também o Chapolin- significou para mim simplesmente a melhora do programa. Ou seja, conseguiu ficar ainda melhor que o original. E não é porque eu me “acostumei” a ouvir assim não. Eu já ouvi muito as vozes originais. E dublado é melhor! Muitos fãs também pensam assim, então eu tenho certeza de que essa dublagem foi um dos grandes motivos do sucesso do programa no Brasil. Ele poderia muito bem fracassar, se a dublagem fosse ruim. O Nelson Machado, dublador do Quico, costuma dizer que uma dublagem não pode melhorar nem piorar uma obra, mas apenas torná-la igual, sendo a única diferença a língua. Ou seja, se melhora, segundo ele, isso quer dizer que a dublagem não foi bem feita, o dublador não cumpriu bem o seu papel. Eu não concordo com isso. Acho que, no caso do Chaves, a dublagem da Maga “melhorou” sim, no sentido de tornar tudo mais engraçado, graças ao talento dos dubladores. A voz do Osmiro Campos para o professor Girafales, por exemplo, acentua o humor do personagem. O mesmo acontece com a Helena Samara, que tem muito mais voz de bruxa do que a própria atriz que interpreta a Dona Clotilde, Angelines Fernández. E, para o governo de Nelson Machado, a voz brasileira do Quico é simplesmente muito melhor que a voz de Carlos Villagrán para o personagem. Acontece.

Devo ainda destacar que a dublagem Maga teve tanto êxito graças ao enorme carinho que Marcelo Gastaldi nutria pelas séries. Você sente que ele fazia aquilo com amor, e de fato ele sentia como se fosse o próprio Bolaños: criava bordões, mudava nomes etc. E não errava. É como um gênio retocando o trabalho de outro gênio. Não posso deixar de citar como ingredientes desse sucesso também a tradução e a direção a cargo de Nelson Machado e ainda a direção de Osmiro Campos. E, por fim, a escolha do elenco feita pelo Gastaldi foi um “golpe de mestre”, não poderiam ser outros os atores senão os já citados e também Carlos Seidl, Marta Volpiani, Sandra Mara, Cecília Lemes, Mario Villela e Older Cazarré. Chaves é a febre que é no Brasil graças a todos eles.

OhaYO! - Quais são seus dubladores favoritos? Eles também são seus personagens favoritos como fã do seriado?

GB - Puxa, entre esses da Maga, é difícil escolher só alguns... Todos são excelentes dubladores! Bom, mas vamos lá: Marcelo Gastaldi (Chaves), Nelson Machado (Kiko) e Mario Villela (seu Barriga). Esses três são os que mais se destacam em “Chaves”. O Gastaldi vive os personagens de uma maneira única, interpreta com naturalidade perfeita. O Nelson, além de dublar como ninguém, cria vozes bem diferentes, assim como o Villela, que deu show com a voz do Nhonho, tão diferente da do Seu Barriga. Meu personagem preferido é o Seu Madruga, cujo dublador, Carlos Seidl, certamente contribuiu para esse favoritismo.

OhaYO! - Qual o melhor momento da dublagem? A melhor sacada?

GB - Quando eles dizem que vão para Acapulco e vão parar no Guarujá! Heheheh, mentira, este talvez seja o pior momento! O melhor... Olha, não sei explicar o que eles fizeram, mas parece que sempre amaram fazer esse trabalho, essa é a impressão que passa. A melhor sacada foi à escolha dos atores para seus respectivos personagens.

OhaYO! - Sobre a dublagem da CNT feita pela BKS e Parisi Vídeo, o que você e os fãs que convivem com você pensam? Boas escolhas de elenco? E quanto à tradução/direção?

GB - Foi uma boa dublagem, mas já deixo claro que nada poderia ser melhor que a Maga, sem preconceitos... O erro trágico da dublagem para a CNT feita pela BKS e Parisi foi não chamar o Mario Villela nem o Osmiro Campos (Professor Girafales). Só por isso, já ficou bem a desejar... Não por causa dos substitutos, mas pela ausência dos originais. Os fãs, que não têm a ver com probleminhas internos entre estúdios e dubladores, acabam pagando por isso com o próprio ouvido. Isso é falta de profissionalismo. Então, não posso dizer que a escolha do elenco foi boa. Mas, pensando friamente, todos os dubladores substitutos, inclusive o Sérgio Galvão, que dublou o Chespirito, foram ótimas escolhas. Eu adorava ver o programa Chespirito na CNT, porque a dublagem era boa. Quanto à tradução, faltou muita coisa e o texto se perdeu um pouco, mas a direção compensou.

OhaYO! - Em relação à redublagem desta fase pela Gota Mágica para o Clube do Chaves (SBT), o que pensa? Novo elenco e direção corresponderam às expectativas?

GB - Não... Foi a dublagem de “Chaves” mais fraca de todos os tempos. Embora contasse com Osmiro Campos, que também dirigiu, não deu pra salvar. Mario Villela continuou vetado, o que é uma vergonha! Foi um erro imperdoável do Mario Lúcio de Freitas, que também foi péssimo na direção... A escolha de Cassiano Ricardo para o papel principal foi um desastre! Era uma coisa de doido, o Cassiano usava gírias e até palavras e expressões baixas, chulas, um texto deplorável que Chespirito jamais usaria. Fora isso, algumas vozes secundárias como a do Jaiminho e a do Godines eram de doer os ouvidos! Enfim... Eu rezava para o Clube do Chaves parar de passar, por vergonha mesmo! E ainda bem que parou, não durou nada no ar!

OhaYO! - Para o lançamento das temporadas de Chaves/Chapolin em DVD está sendo redublada a série clássica no Studio Gabia. Como está sendo esta experiência de participar de tudo isto e colaborar? Qual seu papel e sentimento perante tudo isto?

GB - Eu sou apaixonado por Chaves e também por dublagem. Com isso, dá pra ter uma idéia do que estou sentindo fazendo parte desse projeto? A minha principal função é cobrar um bom resultado final, em nome dos fãs. E adaptar o texto a ser dublado para que fique o mais fiel possível à versão Maga. Veja bem, eu não traduzo nem dirijo nada. Existem profissionais de dublagem que são pagos para fazer tradução e direção de dublagem. Meu papel ali é representar um fã-clube, sugerindo alterações no texto para que se aproxime ao máximo do Chaves que todos vêem (e ouvem!) na TV há 20 anos. A Amazonas Filmes entrou em contato comigo no início do projeto porque queria o aval do Fã-Clube CHESPIRITO-Brasil. Como visão empresarial, foi uma ação genial da parte deles, pois é o próprio público consumidor desses DVDs quem está apoiando o projeto. É uma parte do DVD sendo feita pelos representantes dos fãs que vão comprar esse produto. É venda garantida! Fora à adaptação, ou revisão, chamem como quiser, menos tradução, pois não somos pagos para traduzir, o texto já vem pronto, por sinal muito mal feito, e a gente tenta melhorar, também prestamos uma espécie de consultoria. Foi assim que eu defini, no começo do projeto, uma lista com os nomes dos dubladores a serem chamados para fazer o trabalho.

Nessa lista, obviamente, coloquei nomes e contatos, telefone, e-mail etc., já tinha relação com eles todos por causa dos eventos e assim chamamos os dubladores... Carlos Seidl, Nelson Machado, Helena Samara, Marta Volpiani... E, claro, Osmiro Campos para a voz do professor Girafales! E sim, Mário Vilella para o Sr. Barriga e o Nhonho! Deixei claro que nenhum outro dublador poderia ocupar o lugar de Mario. Estúdios e diretores tinham preconceito, lamentável, alegando que ele já estava “velho e doente” para dublar. De fato, ele estava velho e doente, sim, aliás, muito doente, mas só se esqueceram de perguntar ao próprio Villela se ele queria ou não dublar... E ele queria! E nosso fã-clube fez questão de chamá-lo! E ele foi dublar, muito feliz. Tentou, chegou a fazer uns dois episódios. Mas acabou falecendo dias depois e foi substituído. Tenho muito orgulho de ter acompanhado esses últimos momentos da vida de Mario Villela, dando força para ele e vendo o quanto ele lutou contra sua doença. Eu vi Mario Villela morrendo no estúdio, só que morrendo feliz, fazendo o que ele mais gostava de fazer. Isso foi uma lição de vida.

Só para constar: o ator substituto (Fadu Costa) não agradou nem um pouco e nós exigimos sua saída. Fomos atendidos. Depois, nós mesmos é que sugerimos o Gilberto Barolli para fazer a voz do Seu Barriga, foi uma idéia do fã-clube. Ele está dublando o Seu Barriga e outros personagens do Edgar Vivar, com exceção do Nhonho (que está sendo feito pelo próprio Berriel, que foi quem chegou mais perto da voz feita por Vilella nos testes da distribuidora). Vamos ver como vai ficar para ver se ele merece continuar ou não.

Quanto à Chiquinha, optamos pela Cecília Lemes em lugar da Sandra Mara... Porque a Cecília consagrou-se como dubladora da Chiquinha, por mais que a Sandra também seja excelente. Nós, do fã-clube, reconhecemos o trabalho das duas. Mas a Cecília tem uma relação histórica com os fãs, sempre apresentou a Chiquinha com o maior carinho nos eventos de Anime e depois nos próprios eventos do Chaves. E defende sua personagem com unhas e dentes.

Para terminar a resposta, concluo dizendo que Marcelo Gastaldi faz falta irreparável nesse projeto, mas Tatá Guarnieri é um bom discípulo dele e tem feito um ótimo trabalho!

OhaYO! - Como foi encarar a morte do dublador Mario Villela (Seu Barriga) durante este processo?

GB - Eu posso dizer que perdi um amigo. Eu me tornei amigo do Mario desde os primeiros contatos para o evento de São Paulo até as dublagens do BOX no Gabia. Falávamos muito por telefone. Ele já tinha até planos de vir ao Rio, onde eu moro, para visitar a cidade e aproveitar para pesquisar letras de músicas na Biblioteca Nacional, passeios que faríamos juntos... Eu também estava entrando em contato com a produção do programa do Jô Soares para tentar com que ele fosse chamado, pois era outro sonho dele... E ele me agradeceu muito quando eu o indiquei para dublar o BOX. Chegando no estúdio (já fazia alguns meses que não nos víamos), deparei-me com um Mario Villela muito debilitado, até me assustei. Ele respirava com dificuldade, andava muito devagar. E mal tinha forças para subir as escadas do estúdio. Ele estava muito mal! Era algo ao mesmo tempo triste e feliz, não sei se dá para entender racionalmente, pois digo isso com muita emoção, mas ele estava lá, super feliz que ia voltar a dublar! Voltou aos estúdios literalmente nos braços dos fãs, que o ajudamos a subir as escadas.

Ele tossia muito e não tinha fôlego para terminar as frases. Nós sentíamos vontade de chorar, mas não o fizemos ao perceber que ele brincava com a situação, fazendo piadas com a doença e com a morte! Não é o máximo? Não era um velho doente que estava ali, mas um homem forte, sábio e “evoluído”, talvez esta seja a melhor palavra. Ele riu dizendo que dali iria direto para o cemitério. E praticamente foi, para a felicidade do Marcelo Gastaldi!

Eu chorei muito a morte do Mario porque acompanhei bem de perto os últimos momentos da vida dele e isso me marcou muito. Mas... Feliz é o artista que morre deixando um legado para fãs que, nesse caso, vão sorrir ao se lembrar dele.

OhaYO! - O que os fãs gostaram e o que reclamaram da nova dublagem? Mudanças serão feitas quanto a isto?

GB - Os fãs gostaram da escolha do elenco, que foi a mais justa possível dentro das possibilidades. De maneira geral, aprovaram o trabalho do Tatá. Só falta mesmo ele pegar o jeito, soltar-se mais, ousar mesmo, na minha opinião. Eu acho que o Tatá faz tudo muito bem quando não tenta imitar o Gastaldi, pois fica forçado. Pelo que eu vi, os dubladores mais elogiados foram o Nelson, o Osmiro e a Helena Samara (Bruxa do 71). O Seidl ficou com uma voz fraca, sem força, mas já melhorou isso nas últimas gravações dos próximos boxes; a Marta foi muito bem, mas ainda não encontrou o tom certo da Dona Florinda; e a Cecília está forçando um pouco a voz.

Os fãs reclamaram muito da sincronia áudio/vídeo em vários momentos... Que são problemas de mixagem dos estúdios Gabia. Uma pena, pois isso compromete muito a qualidade do produto.

O Nelson Machado, não posso deixar de citá-lo porque ele também é fã de Chespirito, reclamou muito do texto e, por conseqüência, da adaptação do fã-clube. Eu rebato as críticas dele dizendo que a única coisa que fizemos foi procurar manter as piadas, os termos e as expressões da versão Maga. Ele não concorda com isso, pois quer consertar alguns erros do passado que eles cometeram na Maga. Porém, há coisas que podem parecer “erros”, mas que para os fãs de Chaves, não são, já são coisas consagradas! Por exemplo, “Seu Madruga” não é erro. Foi uma invenção consagrada. Já pensou se a gente fosse “corrigir” hoje e mudar para “Seu Ramon”??

OhaYO! - Quais são seus planos para o futuro, dentro e fora do universo de Chaves como ator e jornalista?

GB - Meus planos... Não costumo traçar planos, mas sim metas, que são coisas bem diferentes. Planejar é o “meio do caminho”. Meta é o fim. Mas esse “fim” também não pode ser um futuro muito distante pra mim não. Penso em vários “futuros” imediatos, a curto prazo. Se eu quero X, eu posso X, desde que eu faça. Só querer não é poder, temos que FAZER... Bom, deu pra entender?

De qualquer forma, eu pretendo sempre dar um jeito de misturar tudo: jornalismo com teatro e, claro, sempre vendo muitississíssimo Chaves nas horas vagas! E para fechar com “Chaves” de ouro, eu digo que, como ator, eu pretendo... DUBLAR! Abraços a todos do portal OHAyo! E sigam-me os bons!

Sobre o Nhonho e o Jaiminho, personagens de dois atores que Mario Vilella deixou de "herança" para Gustavo, o ator vai comentar sim, mas só depois dos fãs assistirem (ou ouvirem) seu trabalho e julgarem se ficou realmente legal.

Gustavo Berriel é atualmente presidente do fã clube oficial de Chespirito no Brasil. Para você também poder opinar, o endereço do fã clube é: www.chespirito-brasil.cjb.net.

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Lista completa e oficial de todos os dubladores que já fizeram parte da versão brasileira do seriado "Chaves" no Brasil

Legenda:

(1) Chaves & Chapolin clássicos - versão Maga - TVS (SBT) / direção geral: Marcelo Gastaldi, Potiguara Lopes, Osmiro Campos e Nelson Machado / Ano: 1984

(2) Programa Chespirito - BKS e Parisi - CNT (Gazeta) / direção geral: Sandra Mara e Sérgio Galvão (BKS); José Parisi Jr. (Parisi Vídeo) / Ano: 1997

(3) Clube do Chaves - Gota Mágica - SBT / direção geral: Mário Lúcio de Freitas, César Leitão e Osmiro Campos / Ano: 2001

(4) BOX de DVDs - Studio Gabia - Amazonas Filmes (DVD) / direção geral: Patrícia Scalvi, Lucia Helena e Alexandre Marconatto / Ano: 2005

(*) Programa do Kiko - Gota Mágica - Rede Bandeirantes / direção geral: Nelson Machado e Mario Lúcio de Freitas / Ano: 1991

Roberto Gómez Bolaños (Chaves):
• Marcelo Gastaldi (1)
• Sérgio Galvão (2)
• Cassiano Ricardo (3)
• Tatá Guarnieri (4)

Florinda Meza (Dona Florinda):
• Martha Volpiani (1) (2) (3) (4)

Ramón Valdés (Seu Madruga):
• Carlos Seidl (1) (4)

Carlos Villagrán (Quico):
• Nelson Machado (1) (4) (*)

Rubén Aguirre (Prof. Girafales):
• Potiguara Lopes (1)
• Sidney Lilla (2)
• Osmiro Campos (1) (3) (4)

Edgar Vivar (Sr. Barriga):
• Mario Villela (1)
• Ivo Roberto "Tatu" (2)
• César Leitão (3)
• Fadu Costha (4 – BOX)
• Gilberto Barolli (4 – BOX 2 em diante)
• Gustavo Berriel (4 – Apenas o Nhonho)

Angelines Fernández (Dona Clotilde):
• Helena Samara (1) (2) (3) (4)

Raúl Padilla (Jaiminho):
• Older Cazarré (1)
• Eleu Salvador (1) (2 - BKS)
• Mario Villela (2 - Parisi)
• Jorge Alex (3)
• Gustavo Berriel (4)

Horácio Gómez (Godines):
• Silton Cardoso (1)
• Elcio Sodre (1)
• Wellington Lima (2 - BKS)
• José Parisi Jr. (2 - Parisi)
• Mario Lúcio de Freitas (3)
• Alexandre Marconatto (4)

María Antonieta de las Nieves (Chiquinha):
• Sandra Mara (1) (2)
• Cecília Lemes (1) (3) (4)

Paty (Ana Lílian de la Macorra):
• Cecília Lemes (1)
• Leda Figueiró (1)

Glória - Tia da Paty (Regina Torné):
• Sandra Campos (1)
• Tânia Gaidarji (4 – No DVD a personagem é feita por outra atriz e não pela Regina Torné)

Seu Cecílio - Gerente do Hotel em Chompiras (Moysés Suarez):
• Marcos Lander (2)
• Emerson Caperbat (3)
• Carlos Campanille (4)

Mãe da Chimoltrúfia em Chompiras (Anabel Gutiérrez):
• Alna Ferreira (2) (3)
• Rosa Maria Barolli (4)

Vizinha do Chaparrón (Paulina Gómez)
• Daniela Piquet (2 - BKS)
• Tânia Gaidarji (2 - Parisi) (3) (4)
• Isabel de Sá (3)

Narrador/Locutor
• Marcelo Gastaldi (1 e *)
• Sérgio Galvão (2 - BKS)
• José Parisi Jr. (2 - Parisi)
• Mario Lucio de Freitas (3)
• Elly Moreno (4)


Gustavo Berriel

"a dublagem significou para mim a melhora do programa"

"essa dublagem foi um dos motivos do sucesso no Brasil"

"a escolha do elenco feita pelo Gastaldi foi um 'golpe de mestre'"

"parece que sempre amaram fazer esse trabalho"

"os fãs, não têm a ver com probleminhas internos"

"eu rezava para o Clube do Chaves parar de passar"

"a minha principal função é cobrar um bom resultado final"

"eu vi Mario Villela morrendo no estúdio, só que morrendo feliz"

"nenhum outro dublador poderia ocupar o lugar de Mario"

"ele riu dizendo que dali iria direto para o cemitério"

Gustavo coordenou o "Festival da Boa Vizinhança"

Evento com decoração temática
de "Chaves"

Onde todos os fãs podiam ser por um dia moradores da vila

Resultado: um enorme sucesso
de público...

...e também de critica!

Chaves, dublado por: Marcelo Gastaldi, Sérgio Galvão, Cassiano Ricardo e Tatá Guarnieri

Dona Florinda: Martha Volpiani

Seu Madruga: Carlos Seidl

Quico: Nelson Machado

Professor Girafales: Potiguara Lopes, Osmiro Campos e
Sidney Lilla

Nhonho: Mario Villela, Ivo Roberto, César Leitão e Gustavo Berriel

Dona Clotilde: Helena Samara

Jaiminho: Older Cazarré, Eleu Salvador, Mario Villela, Jorge Alex e Gustavo Berriel

Godines: Silton Cardoso, Elcio Sodre, Wellington Lima, José Parisi Jr., Mario Lúcio de Freitas e Alexandre Marconatto

Chiquinha: Sandra Mara e
Cecília Lemes
Fotos: Gustavo Berriel -
Arquivo Pessoal / Orkut
Evento "Festival da Boa Vizinhança" - Tom Marques e Marilia Mazzeu
Personagens do seriado "Chaves" - Divulgação
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