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Estúdio DUBRASIL completa dois anos!
30/03/2007
Escrito por: David Denis Lobão
Editado por: David Denis Lobão e Cezar

Conheça o estúdio Dubrasil

O estúdio Dubrasil Central de Dublagens, completa nesta sexta-feira dois anos de vida. O Dubrasil consiste em um estúdio-escola de dublagem, que foi lançado oficialmente em uma palestra no Anime Friends 2005, onde conseguiu muitos alunos, fãs de animê e mangá.

Hoje muitos deles já estão formados e o tempo passou depressa para o estúdio. Neste meio tempo o Episódio Zero (Sôshuhen) de “Cavaleiros do Zodíaco”, foi dublado pela casa de dublagem mantendo todos os dubladores originais. A única exceção foi Renato Master, dublador de Mitsumasa Kido, que faleceu em 2004. Ele foi substituído por Hélio Vaccari (Narrador de “Gundam Wing”). A direção desse especial de meia hora ficou a cargo de Hermes Barolli (Seiya de Pégaso).

O curso comandando por Hermes Baroli (Seiya de “Cavaleiros do Zodíaco”), Zodja Pereira (Jonin Benikiba de “Jiraiya”) e Sérgio Moreno (o Ken de “Street Fighter II V”) deu certo e vários alunos indicados pelo OhaYO! em 2005 (quando Zodja nos deu uma entrevista exclusiva falando sobre ele) nos escreveram comentando e elogiando.

Como uma homenagem aos dois anos de curso, hoje republicamos a entrevista de Zodja, que é uma pessoa muito querida pelos fãs de animês e mangás pelos inúmeros personagens que interpretou em tokusatsus (seriados), em especial as vilãs, como a terrível inimiga de Machineman, que odiava as crianças.

Conexão OhaYO! com Zodja Pereira
(entrevista feita originalmente com a colaboração de Danilo Saraiva)

OhaYO! - Você foi uma das "Emilias" do “Sitio do Pica Pau Amarelo”. Como foi esta fase de sua carreira lidando com um público infanto-juvenil?
Zodja - Fazer a "Emilia" foi uma experiência muito rica tanto como atriz quanto como  pessoa. Trabalhar sob a direção de Julio Gouvea, com textos de Tatiana Belinky é, além de uma honra, uma grande escola. Fica muito fácil lidar com o publico infanto-juvenil quando o trabalho que se faz o respeita. Essa era a grande marca do "Sitio do Picapau Amarelo", produzido por Julio Gouvea, em São Paulo.

OhaYO! - Sua carreira na TV continuou com novelas como Uma Esperança no Ar, Um Dia O Amor, Ídolo de Pano e Vidas Marcadas. Porque deixou a televisão?
Zodja - É verdade. Atuei como atriz nas TVs Record, Bandeirantes, Excesior, Tupi, Cultura e SBT, em São Paulo. Em determinado momento as produções se transferiram para o Rio de Janeiro e como não quis mudar de cidade, busquei outras alternativas profissionais.

OhaYO! - Como era fazer TV nesta época? E paralelamente como funcionava a dublagem?
Zodja - Nessa época fazer TV exigia de toda a equipe criatividade, flexibilidade, agilidade e muito talento, pois enfrentávamos desafios de vários níveis e, de modo geral, conseguíamos excelentes resultados. A dublagem, por outro lado, vivia seu momento áureo. Não se concebia ver um filme ou série na TV sem dublagem. E, como tinha um grande volume de trabalho, os profissionais foram se especializando cada vez mais. É interessante perceber que, os que, hoje, se colocam contra a dublagem, tiveram sua infância enriquecida, fascinada pela dublagem brasileira.

OhaYO! - Como começou sua carreira de dubladora?
Zodja - Comecei a dublar em torno de 1978, quando começava a declinar a teledramaturgia em SP.

OhaYO! - Você fez papeis marcantes como a Caroline de “Grace” e atrizes conhecidas como Marie Cheatham. Quais dublagens mais te marcaram?
Zodja - É mais fácil lembrar quando fazemos uma série, mas, eu, na maioria das vezes, dublei longa-metragens e aí, sinceramente, não saberia destacar esse ou aquele trabalho.

OhaYO! - Porque a senhora deu uma pausa na carreira para morar no nordeste? Como foi esta fase?
Zodja - Minha ida para Natal foi algo muito especial... De repente tive filhos crescidos, resolvi morar com minha mãe e graças a Deus fui, pois 9 meses depois ela faleceu, me deixando a alegria de ter  aproveitado um pouco mais da sua sabedoria e carinho. Enquanto lá estava, desenvolvi uma série de cursos
de Programação Neurolinguistica, como Trainer, divulgando o Instituto PAHC, onde me formei, criando a PAHC-Nordeste.

OhaYO! - O que fez a senhora voltar para São Paulo e para a dublagem?
Zodja - A saudade e a vontade de desenvolver o Projeto DUBRASIL junto com o Hermes.

OhaYO! - Este projeto deu certo. Atualmente a senhora trabalha no estúdio DUBRASIL que dá aulas de dublagem. Fale um pouco deste trabalho e de como as pessoas podem tornar-se dubladoras?
Zodja - DUBRASIL é um estudio-escola. Estamos juntos nesse projeto, Hermes Baroli, meu filho, Sergio Moreno, meu amigo e eu. Nosso objetivo é resgatar a qualidade da dublagem brasileira. Com o novo ritmo de produção que foi imposto ao mercado ficou desafiante não apenas a renovação de elenco, mas também a reciclagem dos profissionais, tão necessária em qualquer profissão, principalmente num trabalho artistico. A DUBRASIL surge para preencher essa lacuna, desenvolvendo cursos para crianças, adolescentes, atores e tradutores, de especialização em dublagem, com um programa inteligente e professores capacitados além de permitir a reciclagem de quem já está no mercado e quer se aprimorar. Nosso curso tem carga horária de 80h/aula, para adultos e 48h/aula, para crianças e/ou adolescentes, 4h semanais.Como a dublagem é uma especialização do trabalho de ator, após 18 anos, para trabalhar na área tem que ter o DRT (Reg.profissional no MT). É bom que se diga que a obtenção desse registro, por lei, se consegue cursando escolas de teatro regulamentadas ou fazendo um exame de capacitação no sindicato dos artistas. Nenhum curso de dublagem tem essa competência.

OhaYO! - Você foi casada com o dublador Gilbero Baroli e é mãe do dublador Hermes Baroli. Como é ter um filho tão conhecido e querido do público?
Zodja - É muito bom ver o talento dos nossos filhos ser reconhecido.Tenho dois filhos, ambos, bem sucedidos profissionalmente. Tenho muito orgulho dos dois.

OhaYO! - Existe atualmente o prêmio Oscar da Dublagem, que vai para a sua terceira edição. O que você acha da valorização da dublagem nos últimos anos?
Zodja - É exatamente por essa valorização que estamos lutando. Achamos que o reconhecimento popular exige mais atenção dos profissionais e mais respeito e cuidado pelo seu trabalho.

Serviço: DUBRASIL

A Central de Dublagem - DUBRASIL se encontra na Rua Delfina, 354 na Vila Madalena, capital de São Paulo. O telefone para contato é (11) 38146458 ou (11) 78145009. Para maiores informações sobre Zodja e o projeto, acesse o site do projeto, clicando aqui.


Fotos:Divulgação (Zodja Pereira) e Odair Stefoni (Hermes Baroli)
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