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Battle Royale: Que a batalha comece!
09/08/2006
Escrito por: Caio de Souza
Editado por: Caio de Souza

Conheça um dos mais controversos romances adaptados para mangá do Japão: “Battle Royale”. Que este ano tem um charme todo especial, 2006 é o ano em que a batalha começa.

Uma obra de arte polêmica

Em 1997 foi lançada nas livrarias do Japão um livro escrito por Koushun Takami, seu título era "Battle Royale". A obra logo se tornou um sucesso e - na mesma intensidade, uma polêmica. O livro tratava de uma história fictícia, em um Japão controlado por um rígido governo militar que, de tempos em tempos, seleciona um grupo de estudantes para uma experiência violenta e trágica. A história também foi transformada em filme e mangá, ambos com uma seqüência.

História: A Experiência

A experiência envolve quarenta e dois estudantes colegiais, que são forçados a se armarem e participarem de um combate entre si, até que somente um dentre todos eles sobreviva. Enquanto muitos acreditam que realmente se trata de uma cruel experiência militar, o próprio protagonista da história percebe, ao longo da trama, que tudo não passa de uma maneira terrorista de controlar a população. Com todos paranóicos e divididos pelo terror do combate iminente, estaria prevenida qualquer tipo de rebelião. A primeira "Battle Royale" descrita no romance se passa em 1947 e, logo em seguida, é relatada uma outra, ocorrida cinqüenta anos mais tarde.

Depois de serem enganados pelos professores, fingindo levá-los a uma excursão, os estudantes escolhidos são dopados e acordados somente quando chegam à arena do “Battle Royale” (que é, normalmente, uma ilha ou área evacuada). Cada um deles é deixado em um local diferente, e com uma mochila. Nela estão muitos itens de valor para a sua sobrevivência: comida, água, um mapa e uma bússola, uma lanterna, um relógio e uma arma ou ferramenta. Enquanto a maioria dos estudantes começa com armas (algumas comuns, como pistolas e rifles, outras inusitadas, como um quebrador de gelo ou garfo), alguns recebem outras coisas. Hiroki Sugimura recebe um radar capaz de mostrá-lo onde se encontram todos os outros na ilha, enquanto Toshinori Oda recebe um colete à prova de balas.

As Regras da Batalha

1) É expressamente proibido fugir da arena de combate.

2) Existem, no mapa, algumas localizações onde os estudantes não são permitidos entrar, conhecidas como 'áreas proibidas'. Essas áreas vão, progressivamente, aumentando em número e tamanho. Isso diminui, a cada hora, o tamanho do campo-de-batalha e a pressão sobre os estudantes.

3) São colocados, em todos os estudantes (21 garotos e 21 garotas), colares explosivos. Se alguém tentar removê-lo, sair da arena de combate ou invadir alguma 'área proibida', o colar explode. Neles, sem que ninguém saiba, estão também transmissores, que fazem com que os militares possam escutar e observar todas as conversas, planos de fuga e decisões dos estudantes.

4) Caso se passe vinte e quatro horas sem que ninguém seja morto, todos os colares explodirão, simultaneamente, acabando com a experiência. Somente 0.5% dos "Battle Royale" terminam assim.

5) Só poderá sair da arena de combate aquele que sobreviver, deixando para trás seus 41 colegas, mortos.

O mangá de Battle Royale

O mangá, escrito por Masayuki Taguchi, conta à mesma história do livro, da "Battle Royale" de 1997 com uma diferença: A experiência ocorre nove anos no futuro, no ano de 2006. A tradução pela renomada editora americana TokyoPOP também fez algumas mudanças. Por uma decorrente decisão dos diretores, toda a trama foi re-legendada: a "Battle Royale" se tornou, no mangá da TokyoPOP, uma experiência feita por um programa de televisão, um Reality Show Assassino.

O mangá, assim como o livro, gira em torno principalmente de Shuya Nanahara, um garoto que já passou por maus momentos em sua vida, mesmo antes do "Battle Royale". Ele tenta a princípio, reunir alguns colegas para escapar da experiência, mas não consegue - e ainda têm que sobreviver à fúria deles. Noriko Nakagawa é a companheira de Shuya e a única que consegue deixá-lo calmo e são, e tenta fazer isso a todo custo.

Shogo Kawada é um aluno transferido para a classe de Shuya, e surge como o segundo protagonista. Em todas as versões da história, essa é a segunda vez que ele participa da experiência (o que quer dizer que, na última, ele foi o único sobrevivente dentre 42 participantes). Durante todo o mangá, ele conta que é o único que sabe uma maneira de escapar da experiência, mas nunca a revela a ninguém.

Também nos são apresentados todos os outros 39 estudantes. Entre eles estão: Sho Tsukioka um homossexual e narcisista, que têm um plano obscuro e covarde para ganhar de todos; Kazuo Kiriyama, o grande psicopata, dono de gangue e antagonista da história, que, ironicamente começa com o item mais inofensivo: um leque de papel; e uma garota esquizofrênica, Mizuho Inada, que acredita, enquanto mata seus colegas, estar interpretando uma 'princesa guerreira', em um jogo de RPG de mesa, como o clássico "Dungeons and Dragons".

Lista completa de nomes dos 42 participantes do Battle Royale

Número Meninas Número Meninas
1 Yoshio Akamatsu 1 Mizuho Inada
2 Keita Iijima 2 Yukie Utsumi
3 Tatsumichi Oki 3 Megumi Eto
4 Toshinori Oda 4 Sakura Ogawa
5 Shogo Kawada 5 Izumi Kanai
6 Kazuo Kiriyama 6 Yukiko Kitano
7 Yoshitoki Kuninobu 7 Yumiko Kusaka
8 Yoji Kuramoto 8 Kayoko Kotohiki
9 Hiroshi Kuronaga 9 Yuko Sakaki
10 Ryuhei Sasagawa 10 Hirono Shimizu
11 Hiroki Sugimura 11 Mitsuko Souma
12 Yutaka Seto 12 Haruka Tanizawa
13 Yuichiro Takiguchi 13 Takako Chigusa
14 Sho Tsukioka 14 Mayumi Tendo
15 Shuya Nanahara 15 Noriko Nakagawa
16 Kazushi Niida 16 Yuka Nakagawa
17 Mitsuru Numai 17 Satomi Noda
18 Tadakatsu Hatagami 18 Fumiyo Fujiyoshi
19 Shinji Mimura 19 Chisato Matsui
20 Kyoichi Motobuchi 20 Kaori Minami
21 Kazuhiko Yamamoto 21 Yoshimi Yahagi

 

 

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