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Saiba hoje, aqui no OhaYO!, porque o Japão é um dos países mais pacíficos do mundo, e porque ele renunciou à guerra e qualquer tipo de violência em escala mundial.
Um pouco de História
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão travava uma batalha incansável contra as Forças Aliadas no Oceano Pacífico. Foi uma guerra dura, para ambos os lados, e até 1944 o rumo da 'Guerra no Pacífico' não era certo.
Quando as Forças Aliadas, no entanto, subjugaram a Alemanha e Itália, no território europeu, toda a força e atenção do governo americano se voltou ao Império Japonês e sua resistência incansável. Douglas MacArthur era o general americano responsável pela frota naval na luta contra os japoneses, e, diferentemente da maioria dos americanos à época, respeitava os japoneses como seres humanos à sua altura. E os japoneses respondiam à altura: chamavam MacArthur de 'o único samurai americano', que lutava não só pelo seu país, mas como também possuía um forte caráter e objetivo pessoal.
A guerra só teve rumo definido com a explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. Só então o Japão se rendeu, e autorizou a ocupação americana, liderada por Douglas MacArthur.
Foi aí então que o próprio Japão, auxiliado pelo honorável MacArthur, redefiniu suas estruturas. Na constituição de 1947 (escrita não pelo imperador Hiroito, nem pelos ocupantes americanos, mas sim por representantes da própria comunidade civil do Japão), o país decidiu abolir a existência de seu Exército, Marinha e Aeronáutica, deixando claro que nunca mais gostaria de reviver os horrores da guerra e da crueldade que só os humanos são capazes de alcançar.
Hoje em dia o Japão é governado por um sistema parlamentar, onde o poder maior está concentrado na mão de um primeiro-ministro. O Imperador continua existindo, somente como uma figura tradicional e respeitosamente importante, mas sem exercer poderes de decisão.
O Japão possui uma Força de Defesa Civil, cujo único dever é certificar que a soberania japonesa continue existindo, mas não possui Exército, Marinha, nem mesmo Aeronáutica. Toda a verba que seria destinada para a compra e desenvolvimento de armamento e tecnologia militares é destinada à educação, e isso tornou o país, em pouco tempo, uma das maiores potência econômicas do mundo.
Para Ler
É possível acompanhar toda a sangrenta e inumana história das bombas atômicas, além da ocupação americana, na série de mangás "Gen Pés-Descalços", já lançados aqui no Brasil pela Editora Conrad. Trata-se de uma história emocionante e quase autobiográfica (o próprio mangaká¹, Keiji Nakazawa, tinha sete anos quando presenciou e sobreviveu à explosão da bomba de Hiroshima). Se você gosta de histórias tocantes, e está disposto a reviver tanto os piores atos já causado pelo ser humano quanto as suas maiores qualidade e virtudes quando se deparam com o terror, "Gen Pés-Descalços" é leitura indispensável.
Glossário
¹mangaká: termo japonês usado para designar os autores de mangá.
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