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Morre Borges de Barros – Adeus meu caro colega
13/12/2007
Escrito por: David Denis Lobão
Editado por: Cezar Jr.

Depois de Eleu Salvador (Jaiminho na dublagem original de “Chaves”) e Helena Samara (Bruxa do 71 na mesma série), a dublagem brasileira perdeu mais um dos seus mestres. Morreu ontem, após 25 dias internado na UTI, o dublador Borges de Barros. As informações foram disponibilizadas pelo dublador Carlos Campanile em uma comunidade do Orkut.

Borges ficou famoso como o mendigo do programa “A Praça é Nossa” (SBT), onde sempre disparava seu bordão “Meu Caro Colega”. Na dublagem ele ficou eternizado como o Moe (“Os Três Patetas”), Doutor Smith (“Perdidos no Espaço”), Pingüim (“Batman”), Gigars (“Os Cavaleiros do Zodíaco”), Profeta Edin (“Jaspion”),  Gaata e Shima (“Changeman”) e Barak (“Flashman”).

A história de Borges

Borges de Barros nasceu em Corumbá (Mato Grosso do Sul) em 27 de março de 1920. Filho de um alfaiate e de uma dona de casa, o rapaz e seus cinco irmãos tiveram uma infância pobre. Para tentar melhorar de vida mudou-se para Campo Grande, onde Borges de Barros estudou em colégio de padres. Aos doze anos ele já era professor de catecismo e nunca pensou em ser artista.

Borges cresceu e mudou-se para São Paulo, estudou no Instituto de Ciências e Letras, de Alfredo Pucca, e conheceu jovens que estavam começando a trabalhar com o rádio. Ele então foi convidado para participar de uma festividade de final de ano do Instituto e perceberam que ele tinha talento. Após esta oportunidade, foi encaminhado para trabalhar na Rádio Difusora de São Paulo.

A partir daí a vida artística de Borges de Barros deslanchou e começou também a dublar. Quando veio a lei que obrigava que os filmes estrangeiros fossem dublados para passarem na televisão, ele acabou sendo beneficiado e pegou inúmeros papéis importantes como o divertido Moe (“Os Três Patetas”) e o temível Doutor Smith (“Perdidos no Espaço”).

Em 1951 conheceu Manoel da Nobrega na TV Paulista que depois o chamou para fazer a Praça da Alegria, no papel de mendigo milionário, e que fazia críticas políticas. O seu bordão “Caro colega” pegou no Brasil inteiro. Com Manoel da Nobrega (e depois com Carlos Alberto de Nobrega), fez uma parceria que durou mais de 25 anos.

Seus últimos trabalhos como dublador foram em animês. Borges trabalhou na redublagem de “Os Cavaleiros do Zodíaco” como Gigars, em “Efeito Cinderela” como Song Taijin e em “Love Hina” como um dos velhos conselheiros de Hinata.

Os principais trabalhos como dublador

Moe Howard (“Os Três Patetas”)
Zeke e o Leão Covarde (“O Mágico de Oz”)
Doutor Smith (“Perdidos no Espaço”)
Pingüim (seriado “Batman” dos anos 60)
Profeta Edin (“Jaspion”)
Gaata e a Shima (“Changeman”)
Barak (“Flashman”)
Earthquake (“Samurai Shodown”)
Gigars (“Os Cavaleiros do Zodíaco”)
Pilaf (“Dragon Ball” – Gota Mágica)
Pai de Peter Griffin (“Family Guy – Uma Família da Pesada”)
Sr. Zuketa (“Guzula”)
Dr. Dingle Dong (“Pica-Pau”)

Em dezembro de 2006, Borges de Barros foi entrevistado por Nelson Machado no programa Versão Brasileira. A entrevista pode ser conferida AQUI. Outro material importante é o vídeo abaixo, gravado pela jornalista Fernanda Furquim, entrevistando o dublador.

Video

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