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As Dublagens de Tokusatsus no Brasil (Parte 3 - Final)
17/03/2008
Escrito por: Yuri Calandrino (do portal www.tokusatsu.com.br)
Editado por: Felipe Marcos

Após “Jaspion”, “Changeman” e “Flashman”, mais séries japonesas chegaram ao Brasil e ganharam versões dubladas. Com destaque para “Lion Man”, “Jiraiya” e “Cybercops”.

“Lion Man”

“Lion Man”, chegou para ser dublado na Álamo para ser exibido na TV Manchete e foi parar nas mãos de Gilberto Baroli e trouxe Nelson Machado no papel protagonista. Posteriormente ele foi substituído por Leonardo Camilo, devido a problemas com outros trabalhos. Lucia Helena e Hermes Baroli, dublaram os garotos Shinobu e Sankichi.

“Jiraiya”

“Jiraiya” também chegou ao Brasil e junto com o herói, tivemos uma triste perda. Líbero Miguel, que dirigia a série e ainda dublava o vilão Dokussai, faleceu no meio das dublagens, vítima de um aneurisma, no ano de 1989. Uma perda irreparável para a dublagem brasileira e para os amigos e colegas de trabalho. O personagem Dokussai fora assumido por Gilberto Baroli, que conta com uma legião de fãs que preferem Dokussai com sua voz ao invés do finado Líbero. E a direção ficou por conta da viúva de Líbero, Nair Silva.

Muita gente apedreja a dublagem de “Jiraiya” por falhas de tradução e direção, como uma troca excessiva de vozes dos ninjas que apareciam esporadicamente na série. Não sabemos explicar o motivo disso, mas a interpretação dos dubladores é uma das melhores que já ocorreram. No elenco, Mauro Eduardo, debutando como um protagonista jovem; o grande ator Waldyr Wey, que infelizmente pouca coisa dublou, tendo imortalizado o Velho Tetsuzan Yamashi com um jeito único e peculiar de falar, de maneira que ninguém jamais poderia redublar parecido. Na série se destacaram ainda como heróis Cecília Lemes fazendo a jovem Key Yamashi e Hermes Baroli, ainda criança no papel do garoto Manabu Yamashi.

Na Família de Feiticeiros, Zodja Pereira (mãe de Hermes Baroli) como a filha de Dokussai, Benikiba; Francisco Brêtas em Retsuga e Maximira Figueiredo como Aracnin Morgana (primeiro personagem da atriz Machiko Soga dublado oficialmente por ela em outras séries como “Spilvan”). E o que roubava a cena com momentos hilários, os 3 Corvos com as vozes do trio Eduardo Camarão, Francisco Brêtas e Carlos Laranjeira.

Outras séries dubladas na Álamo

Continuando, uma enxurrada de séries vieram ao Brasil ao mesmo tempo e o trabalho na Álamo se dividiu. Chegou “Jiban”, que ficou com a direção de Nair Silva; “Goggle V”, que se dividiu entre Nair, Gilberto Baroli e Carlos Alberto; “Metalder”, “Sharivan”, “Kamen Rider Black” e “Machine Man”, que foram para as mãos de Carlos Alberto (narrador da maioria das séries); “Maskman” dirigido Nair Silva e “Spielvan”, onde Nair dividiu a direção com Ezio Ramos.

Cybercops – A série dublada fora da Álamo

“Cybercops” foi o único tokusatsu dessa época que foi dublado fora da Álamo. O seriado ganhou versão brasileira na BKS e foi dirigido por Denise Simonetto, que também deu voz a Policial Tomoko. Sem sombra de dúvidas, o cast foi escolhido a dedo e cada um vestiu seu personagem como uma luva, visto que é uma dublagem muito elogiada, com bons cacos de humor e apesar da falta de recursos tecnológicos no áudio, agradou muita gente.

Os protagonistas fizeram grande sucesso com as vozes de Orlando Viggiani (Jupiter) e Denise Simonetto (Tomoko). Seguidos por Flavio Dias (Marte), Eudes Carvalho (Mercúrio) e Luiz Antônio Lobue (Saturno). O elemento neutro Lucifer ficou por conta de Renato Marcio. Os aliados dos heróis, os policiais do Zac não ficaram pra trás: Francisco Borges (Capitão Oda), Neuza Azevedo (Shimazu), Marcia Gomes (Miho) e Tatá Guarnieri (Yazawa).

Os vilões da Destrap foram um show a parte. Protagonizando a equipe vilã tinha Mario Jorge Montini (Fuher), Carlos Campanille (Barão Kageyama), Arlete Montenegro (Madame Durwin), Drauzio de Oliveira (Professor Ploid), o estreante Guilherme Lopez (Dr Einstein) e Patrícia Scalvi (Luna). Uma dublagem de tirar o chapéu!

Outros seriados feitos fora da Álamo

Já por volta de 1994, novas séries foram trazidas ao Brasil e dubladas em outros estúdios. “Winspector” e “Patrine” foram dubladas no extinto estúdio Windstar e deixaram muito a desejar. Não pela interpretação dos dubladores, mas por má escalação de personagens, erros técnicos de mixagem e muitas coisas que não fizeram dessas duas séries um produto de boa dublagem no geral. A direção de ambas ficou por conta de Emerson Camargo, o National Kid, dono dos estúdios da Windstar.

No ano seguinte, a continuação de “Winspector”, “Solbrain”, também teve direção de Emerson, agora nos estúdios da Mastersound, e conseguiu obter qualidade muito superior ao antecessor na dublagem.

As dublagens no Rio de Janeiro

Na Herbert Richers (Rio de Janeiro), tivemos a dublagem do “Policial do Espaço Shaider’, sob direção de Marlene Costa, com Eduardo Borghetti e Marisa Leal como os protagonistas. Também foi possível ver nos estúdios da Herbert, a série “Bycrossers”, que trazia os estreantes Marcus Jardym (hoje famoso por dublar atores como Ewan McGregor, Brad Pitt, Mark Walberg entre outros) e Iara Riça (Jubileu de “X-Men”, entre outros) ao lado de Oberdan Júnior. A narração da série era de José Sant´anna, o clássico narrador do desenho “Superamigos”.

Continuando no Rio de Janeiro, a dublagem de “Gyaban” (“Space Cop”) na versão brasileira, se realizou nos estúdios da VTI Rio, e é uma das dublagens mais apedrejadas pelos ‘tokufãs’ por causa de sua pífia tradução, o que acabou gerando polêmicas fortes entre os leigos. Os protagonistas foram Marco Ribeiro e Miriam Fischer. A direção foi de Ilka Pinheiro.

Encerrando...

Por fim, o último toku que veio ao Brasil nos anos 90 foi “Kamen Rider Black RX”, dublada na Álamo e dirigida por Angélica Santos e João Paulo.

Esta foi uma tentativa de fazer um apanhado de todas as dublagens de tokusatsu feitas no Brasil. Obviamente, há séries e há assuntos de dublagem de cada série que merecem ser abordados com mais detalhes específicos e com crítica individual. E vamos lá, mantendo sempre acesa a chama da dublagem brasileira!

(Editado originalmente por: Eugênio Furbeta "Genninhu" / Reeditado por: David Denis Lobão)

fotos: divulgação

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