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Adaptação: Dá certo?
14/11/2008
Escrito por: Francisco Junqueira
Editado por: Francisco Junqueira

Os inúmeros spoilers sobre o filme de Dragon Ball estão, cada vez mais, gerando uma polêmica em torno do filme. Afinal, se o filme emplacar bilheteria, emplacará por que é bom, ou por que é bizarro? Pensando nisso, o OhaYO! reuniu dois filmes que marcaram as adaptações para o cinema, e geraram tanta polêmica quanto Dragon Ball.

STREET FIGHTER: A BATALHA FINAL

Street Fighter é um filme lançado em 1994, inspirado no videogame Street Fighter II. Escrito e dirigido por Steven E. de Souza, o filme estrelava Jean-Claude Van Damme como Coronel William F. Guile, Raul Julia (em seu último papel) como o vilão M. Bison e a atriz sino-americana Ming-Na Wen como Chun-Li. Foi mal-recebido por público e crítica em seu lançamento.

O filme deu um panorama totalmente irregular ao contexto do game e do animê, trazendo uma nova realidade para alguns personages. A mudança mais radical aconteceu com os protagonistas da série, Ryu e Ken, que, no filme, não são os personagens principais, muito menos heróis honrados, mas sim dois amigos enrascados com um perigoso traficante, Sagat, outro personagem desviado de seu foco.

A bela Chun-Li é filha de um aldeão e repórter. Sua equipe é composta por E.Honda e Balrog, seus melhores amigos e parceiros de trabalho. Não é preciso citar que houve uma distorção ABSURDA com o contexto do game.

O espanho Vega é um dos personagens mais glamurosos do game. Mas, no filme, é um mero lutador dos ringues clandestinos da Tailândia, e subalterno de Sagat. Além disso, é moreno e tem pouco destaque na trajetória do filme.

O protagonista é o Coronel William Guile, um militar linha-dura, que conta com dois soldados fiéis, o teimoso T.Hawk e a bela Cammy. Guile precisa resgatar um grupo de pessoas, reféns do maquiavélico Bison, que sonha em conquistar o mundo (a ambição de Bison é, provavelmente, o único detalhe fiel à série original). Quando invade o quartel de seu inimigo, ele descobre que seu melhor amigo, Charlie, foi transformado na fera Blanka, graças a uma experiência de Bison, liderada pelo bondoso cientista Dhalsim, que curiosamente perde os cabelos de um momento do filme para outro.

Para quem conhece a série, a história contada acima foi um soco amargo na boca do estômago. E isso porque não citamos o grandalhão Zangief.

MORTAL KOMBAT: O FILME E MORTAL KOMBAT: A ANIQUILAÇÃO

Mortal Kombat é um filme de 1995, diridigo por Paul W. S. Anderson, que adaptou para as telas o videogame de mesmo nome. Lançado um ano depois do decepcionante Street Fighter e dois anos depois do desastroso Super Mario Bros, é considerado a melhor adaptação ao cinema de um enredo de um videogame.

O primeiro filme não foi tão mal recebido quanto Street Fighter, principalmente pela adaptação não ter distorcido o contexto dos personagens e ficou marcado como um grande sucesso das adaptções, PORÉM, o mesmo não pode ser dito do segundo filme, que teve uma reação tão negativa quanto a do filme de Steven Souza.

Mortal Kombat: A Aniquilação relatou a invasão do Imperador Shao Kahn em nosso planeta. A trama começa como uma expansão do final do primeiro filme, e já elimina um dos personagens, Johnny Cage, que é assassinado pelo Imperador. Além disso, o elenco perdeu Chris Lambert e outros atores de peso.

O filme também distorce personagens, como é o caso da ninja Jade, melhor amiga da princesa Kitana, que, no filme, é uma oportunista aliada de Shao Khan. O filme foi criticado pelas batalhas curtas e pelos vilões patéticos, como a shokkan Sheeva, que não contabiliza nem 2 minutos em combate.
Pode dar certo?

Com históricos tão negativos, é preciso lembrar algumas adaptações que deram certo, como Death Note e Spider-Man. Terminamos o especial com uma pergunta! Adaptação dá certo? O que você acha?

Mande sua opinião para ohayo@yamato.com.br. As melhores respostas serão publicadas aqui, no OhaYO!.

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