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Brasil no Project Natal
23/06/2009
Escrito por: Tom Marques
Editado por: Tom Marques

Pouca gente deve saber, mas um dos principais idealizadores do "Project Natal", novo conceito de jogabilidade em games, é um brasileiro.

Alex Kipman é curitibano e trabalha na Microsoft há 8 anos. O nome "Natal" é uma referência à capital do Rio Grande do Norte. O aparelho está sendo desenvolvido há dois anos e deve ser lançado em 2010 como um acessório para o console Xbox 360.

Confira a seguir uma entrevista que Alex deu à redação do UOL:

UOL: Poderia nos contar em detalhes sobre sua função no Project Natal?

Alex: Sou o Diretor de Incubação para Xbox. Meu trabalho é incubar novas tecnologias e oportunidades de experiência para os usuários e o Natal é uma dessas experiências. Parte do meu trabalho é olhar a estratégia da empresa para o produto e ver como ela se conecta à visão específica da nossa equipe e procurar conectar as duas coisas de forma rápida e eficiente.

Meu papel é e continuará ser a alma do projeto. Fazer com que o Xbox 360 veja você e o reconheça e identifique o que você fala ainda é um imenso desafio e eu continuo sendo crucial para tornar essa visão uma realidade.

UOL: Como você teve a ideia para o Project Natal e qual o principal objetivo dele?

Alex: Uma das principais barreiras entre videogames e uma grande parte das pessoas são os controles. Don Mattrick [conselheiro da divisão de Entretenimento e Aparelhos da Microsoft] nos desafiou a sonhar em algo além do controle e o resultado é o Project Natal.

Desde o começo criamos uma estratégia cuidadosa e planejada e com o periférico estamos alcançando novos patamares no que se refer à criação de um ambiente mais natural e imersivo para jogos eletrônicos e outras experiências digitais em casa.

UOL: A demonstração em vídeo do Project Natal mostra um casal utilizando o acessório para visualizar opções em um catálogo de vídeos. Além deste exemplo de navegação por menus e as aplicações em jogos, que outros tipos de experiências multimídia podemos esperar?

Alex: Imagine algo como se conectar à Xbox Live sem dizer apenas uma palavra, ou então acessar sua lista de amigos assim - nada de headset ou teclados para isso.

Visualize um mundo de possibilidades de navegação e uso em jogos. Ainda estamos acertando alguns detalhes, mas pode ter certeza que colocaremos suporte para movimentos de todo o corpo e reconhecimento de voz nessa área.

UOL: Imagine um jogo que você gostaria de jogar usando o Project Natal. Como ele é? Por que este tipo de game?

Alex: Ele seria concebido desde o começo para ser uma experiência imersiva e aproveitaria totalmente os recursos de controles com movimentos de todo o corpo, reconhecimento de voz e uma mecânica intuitiva e sociável. O game daria aos jogadores liberdade para sonhar, capturar a imaginação deles e vivenciar histórias de uma forma que nunca imaginaram ser possível.

UOL: Que produtoras já estão trabalhando em jogos e programas para o Project Natal? Como elas estão lidando com esse novo desafio?

Alex: Durante a E3 já começamos a enviar kits de desenvolvimento para nossos parceiros e estamos empolgados para ver e ouvir as experiências que eles vão criar.

Até o momento, nossas produtoras parceiras acharam o Project Natal algo extremamente instigante em termos de tecnologia e que pode levar a interação em games a um novo nível de criatividade.

UOL: Vemos na indústria de games uma tendência para adotar cada vez mais tecnologia com sensores de movimento. Você acredita que o controle tradicional sobreviverá a isso?

Alex: Sim. Nós, por exemplo, continuaremos a fazer jogos baseados em controles tradicionais que nossos fãs tanto amam - como "Halo" e "Gears of War". O Project Natal nos permite acrescentar uma dimensão extra de interação a nosso portfolio e atrair mais pessoas para jogar do que antes.

Eu vejo o Project Natal como um complemento, não um substituo para o controle tradicional. Ainda assim, eu consigo imaginar situações nas quais o acessório melhoraria experiências mais convencionais com controle.

UOL: Você se considera um jogador hardcore? Que tipos de jogos você gosta?

Alex: Sim, sou tão hardcore quanto um gamer pode ser. Caso tenha dúvidas, procure por Zeus na Xbox Live e você verá que tenho uma pontuação bem respeitável em termos de Achievements (cerca de 62,811 pontos). Eu gosto de todo tipo de game, mas sou principalmente fanático por RPGs.

UOL: Você vê o Project Natal como uma escolha para jogadores casuais ou hardcores?

Alex: Não vejo o acessório como sendo apenas para um ou outro. Como você pode ver pelo nosso catálogo de jogos, continuamos a investir em franquias e produções hardcore.

O Project Natal nos permite explorar uma nova maneira de jogar e trazer ainda mais pessoas para o mundo do Xbox 360. Acho que ele vai nos permitir levar novas experiências tanto para o jogador casual quanto o hardcore.

Imagens: Divulgação






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