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Centenas
de pessoas das favelas recebem
doações de campanha
IZAÍRA
THALITA Da Redação
Centenas
de pessoas das favelas do Fio, Boa Esperança
e Assentamento Sem Terra começaram o ano
de 2003, se não com muitos presentes ou
com outros bens materiais, ao menos com
comida e um enorme sentimento de esperança.
O primeiro
item, comida, foi proporcionado por pessoas
que tiveram a boa vontade de fazer a doação
de um quilo de alimento não-perecível, dentro
da campanha organizada pelo grupo ‘Solidários
Pela Vida’ em toda a cidade de Mossoró,
que teve a sua distribuição esta semana,
em um prédio cedido, no Abolição IV.
A demonstração
de solidariedade dos mossoroenses, estudantes,
trabalhadores ou não, empresários , enfm,
de toda a sociedade local, não poderia ter
sido melhor. Com a arrecadação de mais de
30 mil quilos de alimentos, foram montadas
300 cestas básicas, distribuídas para alimentar
mais 1.400 pessoas - 285 famílias - destas
comunidades carentes.
E não foi
feita só de alimento a felicidade das famílias.
Elas também receberam roupas, calçados doados
e as crianças, brinquedos e lanche. A distribuição
começou cedo e terminou com o cair da noite.
Todos saíram alimentados e com uma boa quantidade
para levar para casa.
Segundo
um dos integrantes do grupo, Afrânio de
Oliveira Leite, não se imaginava que este
ano que passou, quando tudo foi tão mais
difícil devido ao preço dos alimentos e
o aumento no custo de vida, que se obtivesse
a quantidade desejada para alimentar tanta
gente.
“Ficamos
surpresos e ao mesmo tempo felizes com tantas
doações. Felizmente estas pessoas ainda
vão poder contar com a solidariedade em
momentos difíceis”, explica Afrânio.
Situação
difícil não define os grandes problemas
que a dona de casa Wanderlânia Costa Bezera,
26 anos, com dois filhos pequenos, um de
dois anos e outro de cinco, e o marido,
a família vive no Assentamento Sem Terra
e não há renda entrando em casa.
“Meu marido
está desempregado e faz biscate, mas tem
vezes, como agora, que não arruma nada”,
conta Wanderlânia. Devido a solidariedade,
ela foi contemplada com cesta básica, roupas,
calçados e brinquedos.
“Veio em
boa hora porque a gente estava sem nada
pra comer lá em casa”, conta ela com uma
expressão de felicidade que só é superada
pela curiosidade do filho em abrir o presente.
Crianças
carentes levam brinquedos para casa
As crianças
fizeram uma grande festa ao receberem os
brinquedos que Papai Noel deixou, mesmo
com um certo atraso.
O garoto
Natanael Costa, 5 anos, ganhou um time de
futebol de botão. Os irmãos Eduardo, de
1 ano e seis meses, Fabrício, de 10 anos,
e Fábio Gomes, de 11 anos, levaram boneco,
bola e bumerangue.
Contente,
Fabrício senta para abrir a sacola onde
está a bola. “Vô brincar muito com ela”,
diz ele ajeitando a bola no colo e segurando
o irmão menor pra fazer pose para a foto.
A felicidade
destas crianças é algo recompensador. Nos
sentimos realizados de estarmos aqui, proporcionando
um momento como esse”, completa o tributarista
Cléber, um dos integrantes do grupo.
Grupo
‘Solidários Pela Vida’ ajuda favelas
há dois anos
Na omissão
se faz a caridade organizada pelo grupo
‘Solidários Pela Vida’, que há dois anos
realiza um bonito trabalho junto a três
das maiores favelas de Mossoró: favela do
Fio, Boa Esperança e Sem Terra.
O grupo
não tem uma religião definida, todos os
que querem ajudar são bem-vindos. Muito
menos mistura seus trabalhos com política
ou qualquer ligação taxativa. São pessoas
que, de livre e espontânea vontade, decidiram
iniciar um trabalho de distribuição de sopa
para pessoas famintas às sextas-feiras e
hoje, buscando a solidariedade dos mossoroenses,
conseguem ampliar, ao menos uma vez no ano,
a arrecadação mensal de alimentos para centenas
de famílias.
Hoje o
grupo é composto por funcionários públicos,
professores, estudantes de Serviço Social
e de Pedagogia, líderes religiosos, aposentados
e aos poucos a comunidade vai percebendo
as melhorias que vêm através do grupo.
“A distribuição
destas doações agora neste final do ano
trouxe a certeza de que se todos nós ajudarmos
com um pouco, faremos ainda mais. Realizamos
trabalhos o ano todo, mas no final do ano
divulgamos mais para atendermos um maior
número de pessoas”, explica Cláudia Oliveira.
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