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DICAS
PARA SAIR DO BURACO
Há cerca
de dois meses eu escrevi aqui n'O Mossoroense
um artigo dando dicas de como não ficar
inadimplente. Mas e se você, ou alguém da
família, já está inadimplente, com o nome
negativo no SPC, no Serasa ou nos cartórios
de protestos? Enfim, está no buraco financeiro,
o que fazer? Eu preparei algumas dicas e
orientações, acompanhe:
Comece
por dominar a tentação consumista deste
final e começo de ano. Não compre nenhum
presente. Um bilhete franco, humilde contando
a realidade, falando do seu amor e desejando
coisas positivas, significará muito mais
para um bom filho, namorada(o), ou esposa(o)
do que uma lembrança material, que pode
ser dada num futuro próximo.
Não emita
cheques pré-datados, o que apenas aumenta
a bola-de-neve. Se o cartão de crédito ainda
não estiver cancelado ou com o limite estourado,
deixe-o em casa junto com o talão de cheques
para evitar recaídas. Troque a grande rede
pelo pequeno supermercado do bairro ou vila.
Você tem que pagar à vista, mas consegue
preços 15%, 20%, 30% mais baratos. Além
do que, a maioria das marcas de enlatados,
massas, grãos, leite em pó, produtos de
limpeza e higiene pessoal são as mesmas
tanto num como no outro estabelecimento.
Economia
em casa com luz, água, telefone fixo, Internet
e até celular, são itens que se você atingir
uma meta de 25% de redução já dá uma brutal
diferença no final do mês. Some-se a isso
os desperdícios com pasta dental, sabonete,
papel higiênico, cremes, shampoos, condicionadores,
detergentes. Estima-se que cerca de 10%
desses produtos acabem indo para o lixo
junto com as embalagens, só pela preguiça
das pessoas em espremer o tubo ou colocar
um pouquinho de água para aproveitar
o que fica grudado nas partes internas dos
frascos. Chame a família para uma
conversa franca e séria. Todos têm que colaborar
na contenção de despesas: gato, cachorro.
filhos e empregada. Esta última, merece
uma conversa em particular. Você já parou
para reparar na quantidade de comida que
vai, todo o dia, para o lixo na sua casa?
Sobras do almoço dão uma saudável e suculenta
sopa para a noite...
Suspenda
a compra de eletrodomésticos, roupas e sapatos.
Se for urgente, mande consertar, reformar
ou compre um usado. Não tenha vergonha,
o fato não vai lhe diminuir. Na Europa e
nos Estados Unidos é comum encontrar as
famílias comprando em bazares beneficentes
e brechós.
Tomada
estas providências que economizam e estancam
o que está indo "pelo ralo", é
hora de analisar de qual fonte mais você
pode tirar ou fazer dinheiro. Não recorra
a agiotas, além dos tradicionais juros escorchantes
eles estão cobrando 15%, 20% ao mês por
conta da disparada da inflação. Você vai
tapar vários buraquinhos e arrumar um buracão
maior. A sua dívida vai crescer brutalmente
e a maioria desses agiotas age com violência
se você atrasar. São comuns ameaça de morte
e agressões ao devedor e família. O melhor
mesmo é vender um bem, como carro ou terreno,
sobretudo se for para saldar de vez todo
seus débitos e acabar com a angústia.
Obtido
o dinheiro - mesmo que não for o total -
é a vez de iniciar os pagamentos. Dê prioridade
para pagar os amigos e parentes. Lembre-se
que eles também têm contas para quitar.
Até porque, não saldar dívidas com um banco
ou grande empresa, não vai levá-los à falência;
mas pode "quebrar" amigos e familiares
que o socorreram e podem voltar a fazê-lo,
com juros baixos, numa nova urgência. Parta
depois para negociar, caso a caso, com lojas,
bancos e cartões de crédito, pedindo sempre
um abatimento nos juros, multas, encargos
financeiros e honorários advocatícios que
são cobrados. Não se esqueça também de pedir
uma carta dando total quitação do débito.
Eles são obrigados a dar baixa de seu nome
no Serasa e SPC mas, de posse do documento,
você pode agilizar o processo.
Ótimo Natal
para vocês - equilíbrio financeiro é fundamental
para o equilíbrio mental - quinta-feira
(26/12) eu volto. Traduzindo a Economia
para o seu dia-a-dia!
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