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Novo
lote artesanal será encomendado até
abril
ALTO
DO RODRIGUES - “Acreditamos que até
abril estará fechada uma nova encomenda
de produtos artesanais para os italianos”.
Tal expectativa foi manifestada por Glênio
Onofre Soares, que atua na coordenação do
trabalho de desenvolvimento do artesanato
na instância da Secretaria Municipal de
Agricultura e Desenvolvimento Rural desta
cidade. Ele destacou que, num contato com
Fátima Pessoa, assessora técnica da Federação
dos Trabalhadores na Agricultura do Rio
Grande do Norte (FETARN), em Natal, colheu
a informação de que já estão sendo amadurecidos
os contatos com a missão italiana que meses
atrás visitou o Rio Grande do Norte e manteve
os primeiros entendimentos para viabilizar
a importação dos produtos artesanais do
Estado para a Europa a partir da Itália.
De acordo
com Soares, “a expectativa é de que, para
este segundo lote, os italianos queiram
aumentar o pedido”. Ele se mostrou entusiasmado
com a expansão que o movimento artesanal
pode conquistar com esta parceria. Citou
o caso de Alto do Rodrigues onde localiza-se
um pólo produtor no distrito rural de Tabatinga
e que, com a perspectiva de crescimento
comercial, já há o visível interesse de
outros povoados em atuar na produção artesanal.
“Já estamos pensando em apresentar um projeto
ao prefeito para que o setor artesanal possa
expandir-se cada vez mais, gerando divisas
e renda para o município e para os artesãos”,
declarou.
ORGANIZANDO
- Para tanto, contou, está encabeçando um
movimento para fortalecer o movimento associativista
do setor artesanal. “Os produtos que são
importados precisam ter excelente qualidade,
o que é uma exigência dos italianos, e,
para conseguirmos esta qualidade maior é
preciso que estejamos mais bem organizados”,
disse Glênio Soares. Vários outros municípios
do interior do Estado, além de Alto do Rodrigues,
interagem com os importadores italianos.
Artesãos de cidades tais como Afonso Bezerra,
Carnaubais, Assu e Ipanguaçu também estão
tendo a oportunidade de comercializar seus
produtos em palha, sisal e outros gêneros
para o mercado externo, preferencialmente
a Itália. Esta transação é intermediada
pela Fetarn e o governo do Estado.
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