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Desemprego
na Construção Civil deverá chegar a
38% até abril
IZAÍRA
THALITA Da Redação
Obras
que começaram e foram paralisadas ou até
mesmo que já deveriam ter sido começadas
e ainda não foram, se tornaram o objetivo
das reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores
na Construção Civil e Mobiliário de Mossoró
e Região (SINTRACOMM). Com o desemprego
beirando os 30%, conforme os cálculos da
entidade, a situação deverá piorar muito
até abril deste ano, quando muitas das atuais
obras que estão tomando a força de trabalho
na Construção Civil neste momento serão
finalizadas.
Segundo
o presidente da entidade, Raimundo Milton,
em setembro do ano passado a entidade fez
um apelo escrito aos políticos de vários
partidos da cidade, na época candidatos
ao cargo de deputado no Estado, para que
fossem retormadas obras públicas paralisadas,
permitindo assim a geração de empregos no
setor. Agora, de acordo com Milton, será
a vez de relembrar as reivindicações para
os que foram eleitos, solicitando o apoio
destes para que isso possa ser viabilizado.
“Na próxima
semana, estaremos reforçando o nosso pleito,
através de documentos como fizemos no ano
passado, junto à classe política de nossa
cidade para que algo possa ser feito. Do
contrário, teremos o mais alto índice de
desemprego já visto nos últimos cinco anos”,
reforça o presidente da entidade.
A preocupação
de Raimundo Milton é justificável. Possivelmente
em abril, o índice de desemprego que atualmente
é de 30% chegará a 38%, representando em
números mais reais, cerca de mil trabalhadores
desempregados ou formalmente parados por
falta de emprego nas obras.
“As demissões
já começaram a ocorrer e até abril estimamos
que uns mil trabalhadores já deverão estar
formalmente parados, sem carteira assinada,
porque estes ficam buscando biscates enquanto
não aparece algo”, explica Milton.
Na documentação
que estará sendo encaminhada à classe política,
o representante da entidade cita obras como
a do Ginásio Poli-Esportivo do Estado -
localizado nas proximidades do Hotel Thermas
- que desde setembro já deveriam ter sido
iniciadas de acordo com o Sintracomm, o
reinício da obra que liga Mossoró a Almino
Afonso, a BR-110 que liga Mossoró/Areia
Branca/ Upanema e Campo Grande, a construção
da Estrada do Cajueiro interligando Mossoró
ao Estado do Ceará, construção de casas
populares para famílias de baixa renda e
da parte do município, as indústrias que
viriam em parceria com a prefeitura de Mossoró,
mas que as obras não começaram.
“Queremos
que os nossos representantes nos ajudem
agilizando a retomada e o início destas
obras para que venhamos a ter um menor índice
de desemprego. Cerca de cinco obras importantes
poderiam ter sido agilizadas já para este
ano, mas com a mudança de governo não sabemos”,
completa Raimundo Milton.
Trabalhadores
contratados para obras de saneamento local
têm pagamento atrasado
Ao mesmo
tempo em que há escassas oportunidades de
empregar os trabalhadores da construção
civil na cidade de Mossoró, os que estão
na ativa são penalisados com o atraso no
pagamento dos salários.
Pelo menos
é o que vem denunciando Raimundo Milton,
em relação às empresas encarregadas das
obras de saneamento básico no município.
Segundo Milton, cerca de 180 trabalhadores
que estão trabalhando nestas obras estão
com um ou dois meses sem receber salários
das empresas contratantes, ‘ECON’ Contruções
e ‘O.S’ - que possuem quatro subempreiteiras
trabalhando para elas.
Ao presidente
do sindicato, as duas empresas teriam alegado
que aguardam o repasse das verbas pelo município
e governo do Estado - já que em parceria,
estes são os responsáveis pelas contratações
das construtoras.
“A empresa
‘O.S’ alega que o dinheiro das obras
não vem sendo repassado pelo município desde
outubro do ano passado. Com isso, os maiores
prejudicados são os trabalhadores que, sem
muitas opções de trabalho, já chegam há
dois meses sem receber os salários”, denuncia
Milton.
O representante
sindical afirma que as responsáveis pelos
trabalhadores são as construtoras e, portanto,
o atraso está sendo cobrado delas. Ele afirma
que se até o início da semana as empresas
não viabilizarem o pagamento, os trabalhadores
deverão paralisar as obras.
As obras
de saneamento da construtora ‘O.S’ vêm sendo
realizadas nos bairros Alto da Conceição,
Nova Betânia e Boa Vista, enquanto que as
da construtora ‘ECON’, são nos bairros Bom
Jardim, Santo Antônio, conjuntos Abolição
e Barrocas.
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