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Presidente
da Infraero autoriza reinício das obras
do novo aeroporto
NATAL
- O aeroporto de São Gonçalo do Amarante
será um dos mais modernos do país e não
haverá outro de porte semelhante no Nordeste.
Seu funcionamento será de fundamental importância
para o desenvolvimento econômico não só
do Rio Grande do Norte, mas de toda a região.
A declaração é do presidente da Infraero,
Carlos Wilson, que ontem autorizou oficialmente
o Batalhão de Engenharia do Exército (BEC)
a reiniciar as obras paralisadas desde setembro
do ano passado. Ele visitou o local onde
o aeroporto está sendo construído, acompanhado
da governadora Wilma de Faria e do secretário
estadual de Infra-estrutura, Gustavo Carvalho.
Antes de
se deslocar num helicóptero do Exército
até São Gonçalo do Amarante, Carlos Wilson
foi recebido em audiência pela governadora
Wilma de Faria, a quem entregou cópia da
notificação que encaminhou ao BEC, determinando
a retomada das obras. Segundo ele, depois
que o comando da Aeronáutica garantiu que
não há problema de tráfego aéreo que inviabilize
a construção do aeroporto, a Infraero assegurou
R$ 20 milhões para investir este ano na
obra.
O projeto
de construção do aeroporto misto de cargas
e passageiros de São Gonçalo do Amarante
está orçado em R$ 200 milhões. Até o momento,
a obra já consumiu R$ 16 milhões, tendo
sido realizado o desmatamento da área e
70% da terraplenagem. Quando estiver operando,
o aeroporto terá capacidade para receber
5 milhões de pessoas por ano, bem acima
da capacidade do Augusto Severo, em Parnamirim,
que hoje atende uma demanda anual em torno
de 1,2 milhão de passageiros.
Situado
numa área de 1,5 mil hectares, o aeroporto
de São Gonçalo do Amarante está projetado
para comportar até duas pistas. No primeiro
módulo da obra, a pista principal terá três
quilômetros de extensão. Mas outros módulos
poderão ser construídos posteriormente.
“Um empreendimento desta magnitude tem de
ser pensado para daqui a 20 anos”, avalia
Ibernam Gomes, engenheiro da Infraero e
gerente da obra.
Para a
governadora Wilma de Faria, o aeroporto
de São Gonçalo do Amarante vai ser um instrumento
importante para impulsionar a economia norte-rio-grandense,
uma vez que o terminal de Parnamirim já
não tem condições de atender o fluxo das
exportações, obrigando os empresários locais
a exportarem seus produtos, notadamente
pesca e fruta, do aeroporto dos Guararapes,
em Recife.
A obra
tem previsão para ser concluída em 2007,
mas Wilma de Faria disse que gostaria de
inaugurar o novo aeroporto até 2006, ainda
no seu mandato. Para isso, terá de mobilizar
a bancada federal do Estado para incluir
no Orçamento Geral da União do próximo ano
recursos para a obra. Dos R$ 200 milhões
estimados para a conclusão do projeto, a
Infraero investirá cerca de um terço. O
restante dos recursos precisa ser dividido
entre a Embratur e o governo do Estado.
A governadora
também está otimista quanto a solução de
um problema que pode atrapalhar a continuidade
das obras: a desapropriação de duas glebas
na área do complexo do aeroporto. “Estamos
envidando esforços para resolver a questão
em parceria com a Procuradoria do Patrimônio
da União”, explicou. “O importante, porém,
é que teremos aqui um grande aeroporto comercial
e turístico”, vibrou.
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