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Um
ano sem racionamento de energia
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
Nem parece
que faz exatamente um ano que a população
potiguar como um todo se viu obrigada a
reduzir em média 20% do seu consumo habitual
de energia. Ninguém escapou do racionamento
de energia imposto pelo governo federal
durante 265 dias.
Durante
esse período foram publicados oito Medidas
Provisórias, 18 decretos e 116 resoluções,
além de uma porção de circulares que mudaram
hábitos de consumidores residenciais, comerciais
e industriais.
Até que,
em 1º de março chegava ao fim o Programa
Emergencial de Redução do Consumo de Energia
Elétrica imposto como medida para evitar
um colapso do sistema energético brasileiro.
“As distribuidoras
de energia enfrentaram inúmeros problemas,
sendo o principal deles a redução nas vendas,
com severas implicações sobre o faturamento
e arrecadação”, relembrou recentemente José
Roberto Bezerra de Medeiros, vice-presidente
da Cosern.
DESEMPENHO
– O racionamento atingiu especialmente o
setor elétrico. A redução no consumo afetou
significativamente o desempenho da Companhia
Energética do Rio Grande do Norte (COSERN).
Um ano
depois, a Cosern ainda se ressente com a
manutenção da redução do consumo, “que faz
com que hoje a empresa esteja vendendo o
mesmo que há dois anos”, segundo José Roberto.
Pelo visto,
o racionamento passou, mas os consumidores
aprenderam que, em se tratando de economizar
dinheiro, todo esforço vale a pena. Tanto
é que em janeiro passado o consumo total
foi de 252.143 mWh, um pouco acima dos 240.729
mWh registrados no mesmo mês de 2001, em
pleno período de racionamento.
A concessionária
também tem relutado em diminuir as perdas
comerciais em razão de fraudes por parte
dos consumidores que, provavelmente, utilizaram-se
desse recurso para adaptarem-se às metas
de redução de consumo estabelecidas durante
o racionamento.
Concessionária
se tornou mais eficiente
A Cosern
não se desmotivou perante o cenário provocado
pelo racionamento, que atingiu especialmente
o setor elétrico. Continuou cumprindo com
o compromisso de fornecer energia de qualidade
e segurança aos seus 745 mil clientes.
Foram investidos
R$ 53 milhões na infra-estrutura do sistema
elétrico e em tecnologia. Todas as suas
47 subestações foram automatizadas e telecomandadas
a partir do COI (Centro de Operação e Informação).
O resultado
foi que, mesmo tendo ocorrido uma redução
de 6% de energia consumida, o número de
clientes cresceu em 8%, saltando de 688.303
em 2000 para 744.950 consumidores em 2001.
MUDANÇAS
– Graças à recomposição tarifária de R$
115 milhões, a receita operacional bruta
da Cosern foi da ordem de R$ 564 milhões,
ficando acima do resultado obtido em 2000,
que foi de R$ 448.916.
BALANÇO
DO PERÍODO DE RACIONAMENTO NO RN
O consumo
global de energia elétrica do Rio Grande
do Norte durante o período de racionamento
ficou 12% abaixo da meta correspondente
ao seu mercado. A economia de energia obtida
foi o suficiente para atender todo o Estado
por mais de um mês.
Segundo
a Companhia Energética do Rio Grande do
Norte (COSERN), tomando como base o consumo
médio do período de referência de maio a
julho de 2000, o Estado chegou a economizar
256.517 megawatts hora (MWh) durante o plano.
Foram distribuídos
mais de R$ 18.000.000 em bônus entre uma
média mensal de 308.160 contas, sendo os
dados do mês de fevereiro ainda provisórios.
A quantidade equivale a 41% dos clientes
da concessionária.
Já o valor
faturado com sobretaxas ficou próximo a
R$ 6.000.000, considerando também os números
do mês passado como parciais. Por motivo
de ultrapassagem de meta foram realizadas
16.873 suspensões de fornecimento.
Mensalmente
uma média 105.000 clientes foram contemplados
com bônus, por consumirem abaixo da meta
fixada. Foram atendidas 50.945 cartas de
revisão de meta, 58% das quais foram deferidas.
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