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Segurança
em alerta
O que ocorreu
no Rio de Janeiro com o pânico provocado
pelo crime organizado, a um só tempo, em
22 bairros da cidade, deve ter deixado acesa
a luz do alarme do sistema de segurança
do restante do Brasil. O que se viu na ex-Cidade
Maravilhosa foi uma eficiente mobilidade
do poder paralelo que não deixa dúvidas
quanto ao seu poderio, atuação e a derrota
imposta ao aparelho policial. Há os que
entendem que essa verdadeira guerra urbana
independe da presença ou não do bandido
Fernandinho Beira-Mar naquela cidade.
O que restou
meridianamente claro dos episódios havidos
em território carioca foi que o domínio
do crime resulta da falta de medidas preventivas,
mas de caráter permanente. Também deve se
desanuviar a idéia fixa de que o Fernandinho
Beira-Mar poderá vencer a lei. A sua transferência
ontem tem o exato significado de uma vitória
contra a autoridade pública. Não é crível
que as autoridades constituídas não consigam
desmantelar o comando desses crimes praticados
por grupos de marginais e alimentado pelas
mais poderosas organizações criminosas.
Reconheçamos
que no nosso país a violência urbana e rural
tem crescido no bojo de uma ineficiência
declarada e vista por todos por parte dos
instrumentos legais para combatê-la. Em
verdade, a segurança pública, tida e havida
nas campanhas eleitorais pelo Brasil afora
como prioritária, entrou no rol das dotações
orçamentárias que não existem ou não contemplam
o setor. O próprio Ministério da Justiça
reformulou o critério de assistência financeira
aos Estados. Qualquer projeto nos Estados
deve compor um plano global de segurança.
Mas, é
claro que há saídas plausíveis. O governo
brasileiro, por exemplo, está negociando
com a Alemanha um projeto de 2 bilhões de
dólares para a segurança pública. Ele contempla
oito linhas de investimento dentre as quais
estão os recursos humanos, equipamentos
e transportes e identificação. Essas como
outras possíveis soluções só não podem mais
esperar. O Brasil inteiro, e não só o Rio
de Janeiro, urge por segurança.
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