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Renato
Fernandes dispara: “Mais uma vez eu
fico decepcionado com o Poder Legislativo”
A
eleição das comissões permanentes da Câmara
Municipal de Mossoró, que aconteceu na sessão
da última quarta-feira, agravou a crise
entre o bloco de oposição no Legislativo,
formado pelo PMDB, PSB e PT, e a bancada
de sustentação do Executivo na Casa, que
é composta por edis do PFL e PTB, além de
três vereadores sem partido.
O estopim
do desentendimento é que a listagem com
os titulares das comissões já estava elaborada
antes mesmo da sessão, segundo vereadores
da oposição, desde a semana passada. A lista
havia sido feita, de acordo com pronunciamento
em plenário dos edis oposicionistas, sem
que as lideranças dos partidos que integram
o Legislativo mossoroense fossem consultadas.
Em contato
com a reportagem de O Mossoroense,
o vereador Renato Fernandes (PSB) não escondeu
a sua indignação com o bloco situacionista
na Câmara Municipal. “Mais uma vez eu fico
decepcionado com o Poder Legislativo. Eu
acho que nós não temos que baixar a cabeça
para nenhum poder. A Constituição diz que
a convivência harmônica entre os três poderes,
não pressupõe sevicialismo, e mais uma vez
a Câmara Municipal de Mossoró, atendendo
a determinação do Poder Executivo, abdica
do direito de formar comissões ecléticas
com a participação de todos os partidos,
das mais variadas tendências, para que possa
ser discutido de forma democrática todos
os projetos que tramitam na Casa”, disse
Fernandes, salientando que projetos em tramitação
nas comissões como a de Constituição e Justiça
e Orçamento e Finanças merecerem uma atenção
especial dos vereadores, “daí a necessidade
de uma composição eclética da referidas
comissões”.
Segundo
ele, a bancada de oposição chegou à conclusão
que a melhor alternativa para o bloco foi
se retirar do plenário no momento da votação
dos membros das comissões permanentes. “Do
jeito que está, nós da oposição chegamos
à conclusão que é melhor se retirar do plenário
do que concordar com tudo sem a participação
de todos os vereadores”, explica o vereador
definindo a situação como “uma expurgação
da democracia do processo de formação das
comissões”.
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