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Humildade era uma das suas características mais marcantes

Logo depois que abraçou a carreira política, Vingt Rosado Neto canalizou toda a sua rebeldia e inquietação característicos da juventude em favor da melhoria de vida das camadas mais carentes de sociedade.

"Vingt era uma pessoa altamente humilde. Se ele estivesse com uma camisa, alguém pedisse, com certeza ele a tirava para dar", comentou o assessor Manoel Nascimento, que além de ter gerenciado uma empresa pertencente a Vingt Neto o acompanhou durante toda a sua campanha, nas eleições de 2000.

Segundo ele, a maioria dos objetos pertencentes a Vingt, como cordão, pulseira e relógio está nas mãos dos seus eleitores. "Para mim mesmo, ele me deu um belo relógio", revelou, acrescentando que o objeto foi doado pra a deputada Sandra Rosado, que montou uma espécie de museu com objetos que foram usados pelo ex-vereador no decorrer da sua vida.

Manoelzinho, como é conhecido, disse que um dos fatos que mais marcaram a sua convivência ao lado de Vingt Rosado Neto foi no dia que em uma senhora, residente no bairro Carnaubal, disse que estava doente e necessitando de medicamentos. "Vingt foi à farmácia e comprou R$ 100 em remédios, e foi pessoalmente, às seis horas da manhã, atender ao pedido. Isso me comoveu bastante. Vingt tinha um grande coração".

O silêncio de um inocente

EMERY COSTA - (20/07/2001)

Atribuo ao fato de ter conhecido as crianças e jovens filhos de Laíre e Sandra, todos eles ainda imberbes, a idéia fincada no fundo da minha mente de estar lidando permanentemente com pessoas em idade infantil. Claro, os quatro já adultos e de caminhos escolhidos e bem definidos, mas sempre vistos por mim pela ótica de crianças. E, dentre Cid, Larissa, Layrinho e Vingt, o até ontem vereador era pra mim uma autêntica criança.

Deve ser por isso que me alcançou ainda mais de forma aprofundada essa verdadeira tragédia que se abateu sobre esse agrupamento familiar. São meus vizinhos e eu vizinho deles há exatos 15 anos. Quando cheguei à rua Amaro Duarte nos idos de 14 de junho de 1986, Vingt Neto, aos 8 anos de idade, era um menino capeta, brincalhão, divertido, como qualquer um outro da sua idade. Recordo que nos festejos juninos era o mais sapeca a soltar traques, bombas, rojões, chumbinhos. Uma vez, sabedor que eu abominava (e abomino) o pipocar de fogos juninos, decidiu jogá-los dentro do próprio muro da minha casa. Tivemos que chamar Laíre para intervir. E ele o fez dentro dos limites de sua autoridade de pai.

Mas, como ia escrevendo, para mim, apesar de já serem pais e mãe, integrando cada qual a sua própria família, nunca deixaram de ser "os meninos de Sandra e Laíre", com especial destaque para Vingt. Recentemente, entrevistando-o no "Observador Político", tratando-o por vereador como seria esse de fato o tratamento a dispensá-lo, intimamente para mim, era difícil dissociar a imagem daquele menino traquinas, mas sempre um bom menino, do homem público.

Mas, ontem vi-o noutra condição. Inerte, morto, falando no silêncio. O seu silêncio pessoal, só seu, silêncio eterno, sem volta. A contemplá-lo o gesto sofrido, de saudade, de inconformismo, sem resposta para o porquê de tudo quanto aconteceu, do pai Laíre e da mãe Sandra. Dos irmãos Larissa, Cid e Layrinho, dos demais familiares, dos amigos, dos avós.

Também fiquei a observá-lo e quase ouvia e via (pelo menos na minha memória), Vingt a nos interrogar: o que nós somos? "Somos todos uns hipócritas, era ele mesmo quem respondia", naquele seu silêncio de eterno meninão, expressão de um coração juvenil traspassado de dor pelas injustiças de que foi vítima.

Sim, porque não há dúvida nenhuma que Vingt Neto foi levado ao gesto extremo justamente porque foi vítima de um pré-julgamento, morto e sepultado, sem que pudesse se defender. E o que resta agora é o mais autêntico silêncio de um inocente.

"Eu sou uma continuadora da luta de Vingt Rosado Neto", diz Larissa

A candidata a deputado estadual Larissa Rosado não se define como uma substituta de Vingt Rosado Neto, mas uma continuadora da luta que foi iniciada em janeiro do ano passado pelo seu irmão, que infelizmente foi interrompida de forma brusca.

Larissa afirmou que dentro do que for possível tentará retomar as discussões em torno de projetos que foram apresentados por Vingt Neto na Câmara Municipal de Mossoró, como o projeto que previa a isenção na cobrança do Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU) para as pessoas que estão desempregadas, que segundo ela mostra claramente a preocupação que Vingt tinha com as pessoas mais necessitadas.

Como irmã, você se considera a substituta de Vingt Rosado Neto na política?

Larissa Rosado – Eu não sou a substituta de Vingt na política. Eu sou uma continuadora da luta iniciada pelo meu irmão. Substituir Vingt Neto, nunca nenhum de nós irá conseguir. Nem eu consigo o calor de Vingt em Cid ou em Lairinho. Eu vejo neles a fisionomia de Vingt, as idéias de Vingt. Eu quero dar continuidade às idéias para mantê-lo vivo. Eu posso manter a memória dele viva dessa forma, levando a sua história à frente.

Quais as características políticas de Vingt Neto que você acredita que têm similaridade com você?

Larissa Rosado – Vingt era uma pessoa muito carismática. Uma característica dele que sempre chamou a nossa atenção foi a amizade com pessoas mais humildes. Era uma pessoa muito determinada. Nós somos muito parecidos no aspecto da determinação, da insistência e perseverança.

Você lembra-se de algum fato marcante do seu convívio com Vingt?

Larissa Rosado – Um fato muito marcante é que em brincadeiras em casa ele sempre dizia que eu iria começar minha trajetória política como deputada.

Ele fez uma espécie de profecia?

Larissa Rosado –É... No ano passado estivemos em Aracaju, na semana santa, e Vingt falou insistentemente nesta história que eu seria deputada. E eu sempre dizia para ter paciência e também afirmava que quando existisse a possibilidade o deputado seria ele. E Vingt sempre dizia: "Lara, você tem tanta sorte que vai começar como deputada". E parece que ele realmente sabia que a sua vida seria interrompida. E antes de ser definido o meu nome, outros foram colocados, e o meu acabou escolhido. Eu quero o voto de Vingt para Larissa, para que Larissa continue a luta de Vingt.

Alguns projetos apresentados por Vingt, de suma importância para a população, acabaram engavetados. Você pretende, na Assembléia Legislativa, retomar as discussões sobre estes projetos?

Larissa Rosado - Pretendo sim, mas de acordo com o que for possível porque as esferas são diferentes. Mas, com certeza, a luta de Vingt Rosado Neto por uma Mossoró melhor, por mais emprego treinando e qualificando os nossos jovens, quem sabe... O que eu puder pegar do que foi o início da história dele, vou botar para frente. Nós conhecendo o perfil dele sabemos qual seria a sua opinião. Então eu pretendo trabalhar em cima das suas idéias.

Quais as qualidades de Vingt que você se emociona ao lembrar?

Larissa Rosado – Vingt, como eu falei, era uma pessoa muito carismática, muito determinada. Nós todos temos um pouco das características de Vingt Neto. Como ele, nós também aprendemos a trabalhar pelo povo de Mossoró. Ele era um irmão muito carinhoso. Posso dizer seguramente, sem ter medo de magoar os outros dois, que ele foi o tio mais querido das minhas duas filhas, exatamente pela sua simpatia e carisma. Ele sempre foi político, desde muito cedo.

Jório lembra momentos do seu convívio com Vingt Neto

Jório Nogueira é vereador e conviveu quase que diariamente com Vingt Rosado Neto durante o seu período como edil. Costuma dizer sempre: "Com a partida de Vingt, eu perdi mais que um amigo. Eu perdi um irmão". Lembra que Vingt era sempre o primeiro vereador a chegar na Câmara. "Todos os dias às 14h ele já estava atendendo na Câmara".

"Infelizmente temos que relembrar alguns fatos que passaram na vida, faz um ano que Vingt morreu. Foi uma grande dor que todos nós passamos, a família, os amigos. E até hoje nós estamos sofrendo, porque Vingt foi uma pessoa que cativou a todos e fez com que nós o admirássemos muito. Do funcionário mais humilde até o presidente da Casa ele se deu muito bem. E eu lamento muito por ele não estar aqui conosco para continuar sua brilhante carreira e o homem que ele pretendia ser, o grande amigo que ele foi. Onde estiver, está vendo que nós estamos orando por ele e pedindo a Jesus que faça com que a sua felicidade seja completa e fazer com que esses projetos que Vingt deixou neste mundo que a sua família continue através de Larissa, que é candidata a deputado estadual e à substituta dele, com a deputada Sandra. Quero compartilhar a dor com o deputado Laíre Rosado, os seus irmãos Cid Augusto e Lahyre Neto e toda a sua família. Vingt ainda convive em todos os corações de Mossoró e especial no coração do vereador Jório Nogueira", desabafou o vereador sem conter as lágrimas.

Fale sobre como foi a sua convivência com Vingt Rosado Neto?

Jório Nogueira – Eu tive uma ligação com Vingt na campanha política de 1996 quando a deputada Sandra foi candidata a prefeito de Mossoró pela Unidade Popular e eu a vereador pelo PSB. Nós passamos a ter uma ligação política. Eu, ele e a sua mãe passamos a ser amigos. Estivemos um período afastados e me integrei à coligação adversária, a Vontade do Povo. E isso acabou nos distanciando um pouco. Quando ele foi eleito, eu também consegui a minha reeleição. Nós voltamos a conviver, não mais como políticos, e sim como grandes amigos. Eu tinha Vingt como um irmão. Era uma pessoa muito ligada a mim. Todas às vezes que chegava na Câmara o primeiro que procurava era a minha pessoa.

Mesmo sendo adversários na Câmara?

Jório Nogueira – Sim, nós éramos adversários políticos. Ele fazia parte de uma coligação e eu de outra, mas isso nunca impediu que a gente tivesse uma amizade muito grande. Muitas pessoas que acompanharam os trabalhos na Câmara ficaram admiradas, pois éramos de coligações rivais, mas existia enorme sentimento de respeito e amizade. Eu sempre dizia que nem Vingt nem eu misturávamos as coisas. A nossa amizade era sincera, de respeito, de lealdade ao outro. E isso é interessante porque acabou causando ciumeira nos próprios vereadores do PMDB que perguntavam a Vingt porque ele era tão ligado a um vereador adversário político e não aos do PMDB.

O que Vingt respondia?

Jório Nogueira – Ele sempre dizia que a pessoa com que mais se identificou dentro da Câmara foi o vereador Jório Nogueira. As pessoas sempre perguntavam o porquê. Sempre fui uma pessoa sincera e encontrei também uma sinceridade em Vingt. Ele tinha defeitos como eu, como todo ser humano tem, ninguém é perfeito. Mas Vingt sempre foi uma pessoa responsável, dedicada. Eu sempre dizia que ele teria um grande projeto político. Se estivesse em nosso convívio, hoje seria o candidato a deputado estadual no lugar de Sandra. Não só por ser filho de Laíre e Sandra Rosado, mas sim por vir atuando como um grande vereador. Um político nato, que vinha procurando a sua independência. Tanto é que alguns dos seus projetos apresentados a família não teve conhecimento. Só ficou sabendo quando foram divulgados através da imprensa. Ele foi muito feliz nos seis meses que passou como vereador, mas infelizmente perdemos um amigo, um companheiro e a cidade de Mossoró perdeu um grande político.

Como você define a atuação dele no Legislativo?

Jório Nogueira – Vingt sempre foi um vereador que procurava defender as causas populares. Eu lembro que ele era muito preocupado com o hospital Tarcísio Maia e sempre lutava por uma melhoria para o hospital. Hoje não é à toa que o pronto-socorro do Tarcísio Maia leva o nome de Vingt Rosado Neto, com toda justiça. Ele sempre foi preocupado com aquelas pessoas mais humildes. Se Vingt chegava com algum dinheiro no bolso, saía da Câmara liso.

Você presenciou alguma cena dessa?

Jório Nogueira – Sim, várias vezes. Quando as pessoas se aproximavam ele se sensibilizava com a dor dos mais humildes. Uma vez chegou uma senhora muito necessitada e alguém falou para que não procurasse os vereadores. Ele ouviu e disse assim: "Vocês estão muito enganados. Eu estou aqui é para servir ao povo, para ajudar essas pessoas mais necessitadas. Como ser humano, não só como vereador, mas ser humano, eu mando ela subir no meu gabinete que vou procurar resolver o problema dela. Não sei como, mas de qualquer maneira vou tentar resolver".

Qual a cena que mais te comoveu?

Jório Nogueira – Quando houve aquele acidente, onde algumas pessoas foram injustas com ele. Desde o primeiro dia, da primeira hora. Eu liguei e ele já estava em casa muito preocupado, chorando. Quando se abraçou comigo disse: "Jório, eu juro por Deus. Eu posso ter errado em muitas coisas, como qualquer ser humano erra, mas jamais tive a intenção de matar essa menina". E me comoveu muito quando ele chamou todos os colegas e todos os vereadores. Os pais dele, os deputados Laíre e Sandra, começaram a ligar e chamaram muitas pessoas que gostam de orar, rezar terço. E a casa dele passou sete dias transformada em uma igreja. Em uma casa de oração, onde todos nós fazíamos aquela corrente humana pedindo a Deus para que essa menina, que veio a falecer, se recuperasse. Era um sonho de Vingt ver essa menina recuperada para mostrar para a sociedade e ela mesmo dizer um dia que ele não teve culpa no acidente.

E sobre o seu poder de articulação dentro do Legislativo.

Jório Nogueira – Vingt Neto dominava a bancada do PMDB. Apesar de ser o vereador mais novo era um dos que exerciam mais liderança ali dentro. Quando sentia que algum vereador do PMDB estava querendo votar em algum projeto juntamente com a bancada da Força do Povo, sempre convocava a bancada e questionava. E olha que nem era o líder da bancada, mas passava a atuar como um líder da sua bancada. Lembro que o PMDB votou em Vicente Rêgo com a força de Vingt, que conseguiu juntar os votos do partido. Isso foi a primeira atitude na Câmara que ele mostrou que seria um grande líder.

Como está a oposição depois da partida de Vingt?

Jório Nogueira – Com todo o respeito à bancada da oposição, mas praticamente não existe oposição na Câmara Municipal de Mossoró. Porque oposição era quando Vingt estava vivo e fazia oposição de verdade. Com a perda de Vingt a oposição na Câmara Municipal de Mossoró morreu junto com ele.

Vingt sempre tratava a todos de forma igualitária

Para Samuelson Pinto, 25, a sua relação com Vingt ia mais além do trabalho como assessor. Segundo ele, Vingt era praticamente como um irmão. "Ele nunca me tratou como empregado, pelo contrário, era uma relação de amizade e respeito", revela.

Samuelson destaca que uma das características mais marcantes de Vingt era o cumprimento dos seus horários. Vingt Neto, segundo ele, chegava a se irritar quando marcava um horário que não era cumprido. "Vingt Neto atendia a todos pelo nome. Bastava ser apresentado uma vez, que ele decorava o nome", completa.

A firmeza nos compromissos, de acordo com Samuelson Pinto, também representava bem a personalidade de Vingt. "Eu presenciei várias vezes ele ligando diretamente para o governador solicitando algum benefício para Mossoró, como aconteceu no caso do posto policial do Barrocas, que infelizmente está fechado", lembrou.

Mas Samuelson Pinto emociona-se ao lembrar da véspera das eleições de 2000. Na oportunidade, Vingt Rosado Neto juntou um saco com suas roupas e foi deixar para uma família carente de um bairro periférico de Mossoró.

"Eu me lembro que nós saímos muito cedo da casa dele. Inclusive Sandra perguntou: - Meu filho, para onde você vai com essas roupas? E Vingt disse apenas que estava cumprindo uma promessa que tinha feito", disse, completando que muito tempo depois ficou sabendo que essas roupas que Vingt havia levado tinham sido uma promessa que tinha feito para a família durante uma das suas caminhadas de campanha.

Vingt Neto foi apontado como vereador mais atuante da cidade

A curta mas movimentada trajetória política do vereador Vingt Rosado Neto entra para a história de Mossoró como um fenômeno meteórico que surgiu diante da vontade e determinação de dar prosseguimento ao trabalho desenvolvido pelo avô materno homônimo e se encerrou em meio as pressões sofridas do início de carreira política.

Conhecido pela personalidade forte e com posições firmes, o então estudante universitário Vingt Rosado Neto optou pela pavimentação da sua entrada na política, mesmo com as barreiras existentes a princípio pelo seu grupo político.

As origens políticas da família fizeram com que o mesmo apresentasse uma proposta de luta baseada nas conquistas do avô, Vingt Rosado, responsável pela retomada da política na família Rosado, em Mossoró, nos anos 40.

Com apenas dois meses de mandato, o Programa J. Belmont, da Rádio Difusora, promoveu uma enquete entre os ouvintes. Na oportunidade o ex-vereador Vingt Rosado Neto foi apontado como o mais atuante do primeiro período legislativo mossoroense de 2001.

Vingt costumava dizer que para honrar este compromisso e alcançar esta posição em apenas sete meses de mandato foi necessária a execução de um trabalho contínuo e tendo o povo como prioridade.

Além dos inúmeros requerimentos, indicações e atos protocolares, foram apresentados cinco projetos de lei, dos quais apenas um foi analisado pela Câmara.

O projeto idealizado para a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para pessoas que estivessem desempregadas foi rejeitado pelas comissões por estar fora dos princípios da legislação municipal.

Mesmo com a derrota burocrática, o apoio popular acabou fortalecendo o sentimento de luta do vereador, que apresentou mais quatro projetos que tramitam nas comissões, sendo eles voltados para a revitalização do comércio, que visava a criação de um calçadão na rua Coronel Vicente Saboya, além de concessão de vantagens a doadores regulares de sangue; à facilitação do acesso a locais públicos aos deficientes físicos, como também a criação do código de arborização, que dotaria a cidade de um complexo estruturado de ambientação física e climática a partir da organização botânica da local.

Aos vereadores que ficam na conduta dos mandatos, restará o aumento da responsabilidade de preencher a lacuna que foi deixada com desaparecimento do vereador Vingt Rosado Neto.