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IUS
SPERNIANDI
Vulgarmente
traduzido como o direito de espernear, mostra
a atitude do deputado Betinho Rosado que
insiste em dificultar o processo de criação
da Universidade do Semi-Árido. Certamente,
uma questão de ego, mesmo colocando em risco
o projeto que, tal qual deseja, seria vetado
pelo poder Executivo, por contrariar o Art.
61 da Constituição Brasileira.
Espernear
para quê? O mais importante não é a criação
dessa Universidade? Somente a complexidade
da natureza humana pode explicar a atitude
do deputado. A criação de uma Universidade
é trabalho de muitos. Ninguém tem o direito
de se arvorar como arquiteto único da idéia.
Muitos terão a satisfação pessoal de alguma
participação para o êxito desse projeto.
O comportamento
de Betinho tem preocupado seus correligionários.
Eles também torcem pela Universidade do
Semi-Árido e tentam abrir os olhos do seu
representante no Parlamento. Por que prejudicar
todo um projeto pelo fato do seu ter sido
mal-elaborado? Até mesmo os que não militam
na política sabem que esse poder é de exclusividade
do Executivo.
Trata-se
de uma atitude quixotesca, burlesca mesmo.
Foi criticado pelos colegas deputados, quando
tentou afastar a deputada Fátima Bezerra
da relatoria da Comissão de Educação. Derrotado,
continuou na luta para impedir que a deputada
Sandra Rosado fosse a relatora, na Comissão
de Constituição e Justiça. Não teve o apoio
nem mesmo dos deputados do PFL.
Afinal,
por que tanta insatisfação? Malsucedido
em todas as tentativas, Betinho, tal qual
D. Quixote, resolveu lutar contra seus moinhos
de vento, no plenário da Câmara. Acionou
o líder do seu partido para evitar a votação
do PL que cria a Universidade do Semi-Árido.
Como ex-professor da Esam, terminará empobrecendo
sua folha de serviços a essa instituição
de ensino.
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