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Policiais
envolvidos na morte do prefeito de Grossos
têm prisão prorrogada por 30 dias
Os policiais
João Maria Xavier Gonçalves, João Feitosa
Neto, Newton Brasil de Araújo Júnior, Railson
Sérgio Dantas da Silva, Gildvan Fernandes
de Oliveira e José Wellington de Souza ficarão
presos por pelo menos mais 30 dias. O juiz
de São Paulo do Potengi, Gustavo Marinho
Nogueira Fernandes, determinou na quarta-feira
a prisão provisória do grupo a pedido do
delegado Ricardo Sérgio. A decisão judicial
manda ainda que os agentes continuem presos
no quartel do Comando Geral da Polícia Militar,
no Tirol.
O crime
ocorreu quando o veículo do prefeito, uma
Hilux de cor prata, passou por uma barreira
policial, entre as cidades de Santa Maria
e São Paulo do Potengi. Os policiais estavam
'à paisana' e em um carro descaracterizado.
A Hilux foi confundida com outra caminhonete,
que foi roubada e estava sendo utilizada
por uma quadrilha de puxadores de carro
- uma L-200 (placas MYE 2702/RN). A L-200
foi recuperada por policiais rodoviários
federais no município de Assu.
Os CDs
com as gravações do sistema de segurança
do Auto Posto União sumiram porque o ex-delegado
de Santa Maria, sargento Rivanaldo da Rocha
Bezerra, os entregou ao desempregado Abner
Machado Pereira, um estelionatário que está
em liberdade provisória. Segundo o depoimento
do militar na tarde de ontem, na Corregedoria
de Polícia, ele confiou em Abner, deixando
com ele um dos CDs que a diretoria do posto
havia entregue. Abner Machado reproduziu
o CD am Natal para revender.
Segundo
o delegado João Bosco Vasconcelos, que integra
a comissão para apurar a morte do prefeito
João Dehon e do motorista Márcio Sander,
o sargento Rivanaldo disse que o material
que está em poder da polícia é "toda
a visualização das imagens". Rivanaldo
Bezerra foi exonerado do cargo na última
terça-feira.
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