Leis da PPP e da Previdência são encaminhadas à Assembléia

O Governo do Estado encaminhou à Assembléia Legislativa o Projeto de Lei que dispõe sobre normas específicas para licitação e contratação de Parceria Público-Privada no Rio Grande do Norte. Na pratica, a proposta estimula a realização de obras e projetos de grande porte e a prestação de serviços compartilhados entre o governo e a iniciativa privada, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social potiguar. A Consultoria-Geral do Estado também encaminhou o Projeto de Lei Complementar que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social e traz novas atribuições ao Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (IPE).

A Consultora-Geral do Estado, Tatiana Mendes Cunha, afirma que a lei da PPP, elaborada de acordo com as regras estabelecidas na Lei Federal que trata sobre a questão, irá impedir que outros Estados que já possuem balizas legais próprias para firmarem Parcerias Público-Privadas, como Bahia, Pernambuco e Ceará, por exemplo, captem investimentos que inicialmente seriam destinados para o Rio Grande do Norte. Conforme o projeto encaminhado à AL, os parceiros privados poderão ajustar contratos de PPP com o Poder Público em obras a partir de R$ 20 milhões.

Outro projeto que deve ser apreciado pelos parlamentares será o que trata sobre a reestruturação do Regime Próprio de Previdência Social dos servidores titulares de cargos efetivos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público, Tribunal de Contas e autarquias do Estado. De acordo com a proposta, o IPE passará a ser o órgão gestor único desse regime, contando, inclusive com novas atribuições. As mudanças também implicarão reajuste no pagamento do salário-família do servidor público. Com isso, o benefício será de R$ 20,00 para o segurado com remuneração mensal de até R$ 390,00 e de R$ 14,09 para quem ganha até R$ 586,19.

O pacote de medidas encaminhado à Assembléia inclui ainda o Projeto de Lei que disciplina o uso das águas interiores para a prática da piscicultura no Estado, que visa adequar as demandas da atividade à preservação do meio ambiente, garantindo o desenvolvimento sustentável desse importante setor da economia potiguar e evitando, por exemplo, a pesca predatória. "A intenção é proporcionar aos piscicultores a segurança jurídica necessária ao regular o exercício de suas atividades econômicas. Em outras palavras, compatibilizar o exercício profissional da atividade com a preservação dos recursos naturais", destaca Tatiana.

Por fim, a Consultoria-Geral do Estado também concluiu a elaboração do Projeto de Lei instituindo a Política Estadual de Resíduos Sólidos, buscando soluções para o problema do lixo urbano, que além de provocar problemas ambientais também acarretam sérios problemas à saúde humana. "O objetivo é viabilizar instrumentos jurídicos suficientes para regular o correto exercício de atividades que se relacionem com a disposição final dos resíduos sólidos", aponta a consultora-geral do Estado.

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