|
|
||||||||||||
Eterno desbravador
A Band ficou realmente motivada pelo ibope da novelinha infanto-juvenil “Floribella”. E embora os números não sejam lá essas coisas – com uma média de 4 pontos no Ibope e picos de até 7 –, a emissora decidiu apostar no gênero. Contratou o diretor Herval Rossano, definiu um segundo horário de novelas e anunciou a segunda temporada da novelinha infanto-juvenil. “A avaliação de ‘Floribella’ é a melhor possível. O produto foi muito bem-sucedido tanto no que diz respeito à audiência quanto em termos comerciais. Todas as metas pré-fixadas foram alcançadas”, analisa Juca Silveira, diretor artístico da Band.
Para o novo horário de folhetins, a emissora está fazendo uma seleção entre sinopses de novelas e minisséries. Mas o novo diretor de teledramaturgia da Band, Herval Rossano, pretende mesmo fazer o que mais sabe: adaptar clássicos da literatura nacional. Diretor de “A Escrava Isaura”, “A Moreninha” e “A Sucessora”, entre outros, Herval promete começar por histórias curtas, com início, meio e fim e um mês de duração. Novelas propriamente ditas, pondera ele, só em janeiro do ano que vem. “Nos primeiros seis meses, quero fazer um levantamento de tudo que a Band dispõe: equipamento, pessoal, estúdios... Tenho certeza de que a emissora vai viver um momento de ressurgimento em sua teledramaturgia”, anima-se Herval, que já passou por Globo, Manchete e Record.
Coincidência ou não, duas das sinopses entregues pela autora Letícia Dornelles para a Band são adaptações de romances que já fizeram sucesso na Globo pelas mãos de Herval: “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, e “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha, que deu origem à novela “Maria, Maria”, escrita por Manoel Carlos em 1978. “A literatura brasileira é o que existe de mais rico na cultura nacional. Se eu puder incentivar o hábito da leitura em nosso país, já me dou por feliz”, discursa a autora. Além de tramas de época, Letícia entregou também a sinopse de uma novela com cores espiritualistas, intitulada de “Cidade dos Anjos”, “no melhor estilo Ivani Ribeiro”, e uma minissérie de aventura e suspense, protagonizada por uma equipe de salvamento. “Uma grade de programação só é completa quando tem teledramaturgia. Caso contrário, fica capenga”, valoriza Letícia, que assinou, recentemente, a segunda fase de “Metamorphoses”, na Record.
Outra autora que anda em negociações com a Band é Ana Maria Moretzsohn. Para a emissora, inclusive, ela já escreveu “Perdidos de Amor”, uma co-produção da TV Plus de 1996, e “Serras Azuis”, a última produzida pela Band em 1998. “O que posso dizer é que, nas vezes em que estive na Band, fui muito, muito feliz”, desconversa. Embora ainda não confirme nomes, Juca Silveira tece os maiores elogios para a mãe de Patrícia Moretzsohn, que escreve a versão brasileira de “Florisbella”. “Ela é uma escritora talentosa de grande experiência em histórias de sucesso”, enaltece.
No final das contas, a aprovação deste ou daquele nome vai depender mesmo de Herval. Depois de uma promissora, porém tumultuada passagem pela Record, ele fecha com a Band por um ano e meio. No início do ano passado, chegou a ser sondado pela então diretora artística da emissora Marlene Mattos. Pela quarta vez na carreira, Herval assume ares de desbravador. Nos anos 80, inaugurou um núcleo de teledramaturgia na extinta Manchete. Nos anos 90, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir novelas na Televisa, do México. Recentemente, começou do zero também na Record, onde a nova versão de “A Escrava Isaura” alcançou média de 15 pontos e picos de 20. Apesar da boa audiência, não guarda as melhores recordações da Record... “Infelizmente, o regime na Record é ditatorial. Lá, existe muito capitão e pouco soldado. Soldados muito bons e capitães que nada sabem...”, alfineta Herval.
|
EDITORIAS |
|
OPINIÃO |
|
COLUNAS TEMÁTICAS |
|
CIDADES |
|
SUPLEMENTOS |
|
ESPECIAIS |
|
O JORNAL |
|
SERVIÇOS |
Mossoró-RN, de 2005