Capa

Poesia

Recitanda

Artigos

Especial

Informática

Arte & Idéias

Paulo Locatelli

Literatura

Entrevista

Museu está desativado há 3 anos e a história de Mossoró fica esquecida

Bruno Barreto
Da Redação

Há 3 anos, o Museu Lauro da Escóssia está desativado, todo o seu acervo está guardado em caixotes aguardando a vinda de um museólogo, que deverá vir nas próximas semanas.

O projeto composto pelas entidades culturais para a nova exposição já está pronto há dois anos, ele prevê a criação do museu dividido por temas como cangaço e a produção do algodão.

O que revolta os freqüentadores do museu é que o projeto foi feito antes da Biblioteca. "Dinheiro para reformar a biblioteca e fazer festa tem, agora para o museu de uma cidade que se anuncia como a capital cultural do Estado, não tem", comenta um freqüentador do museu que estava presente à visita deste jornal ao local.

Basta visitar o local para saber que o material que ali se encontra está precisando ser reformado, entre eles o requerimento para a retirada do título de eleitor da mossoroense Celina Guimarães, primeira brasileira a votar.

Outra demora referente ao museu são os exemplares de O Mossoroense, do período de 1872 e 1949, que foram enviados à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro para a microfilmagem e apesar de estarem prontos ainda não voltaram.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Gonzaga Chimbinho, explicou o motivo para o atraso para a realização da reabertura do museu, que estava prevista para o final do ano passado. "Toda a parte física já foi reformada, o que influiu para a demora foi a orientação do museólogo para se fazer uma climatização na parte superior do prédio e colocar um elevador para deficientes", justifica.

O presidente reconheceu que houve um atraso para a reabertura do museu e apontou a mudança de administração como fator que contribuiu para isso. "Nesse período houve uma mudança de administração, mas a prefeita Fafá Rosado está empenhada em solucionar o problema", comenta.

Gonzaga Chimbinho disse que o Instituto Paloma (RJ) levou uma relação sobre o acervo e vai apresentar uma proposta conceitual ao museólogo Hélio Oliveira, que vai definir a solução. Ele virá a Mossoró na próxima semana para fazer novas observações.

Sobre o atraso, o presidente da FMC garantiu que ele não está relacionado à falta de verbas. "As verbas estavam alocadas no orçamento de 2004 e foram repassadas para o de 2005", disse.

Sobre o requerimento de retirada do título de eleitor de Celina Guimarães, Gonzaga Chimbinho falou que a restauração do material está dependendo de um retorno do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

Quanto ao acervo geral, o professor Gonzaga afirmou que está tudo restaurado e o material encaixotado.

No que se refere ao material de O Mossoroense que se encontra no Rio de Janeiro, Gonzaga Chimbinho informou que ele retorna à cidade no início de julho. "A Biblioteca Nacional pediu para enviar o material no início de julho por causa de uma reforma feita no local", justifica.

EXPOSIÇÃO - Como paliativo para o atraso na reinauguração do museu estão sendo realizadas exposições com fotos sobre o cangaço e outra do fotógrafo Manuelito que aconteceu há algumas semanas.

Construção do Museu do Cangaço é rejeitada

A possibilidade de construção do Museu do Cangaço tem revoltado estudiosos como o secretário da Associação Brasileira de Estudos do Cangaço (ABEC), Geraldo Maia, que preferem que o acervo sobre o tema se mantenha no Museu Lauro da Escóssia. "Temos um museu pronto com muita importância para o cangaço, porque foi lá que cangaceiros como Asa Branca e Jararaca ficaram presos, quando aquele prédio era a Cadeia Pública", explica Geraldo.

O estudioso lamenta que mesmo tendo um projeto já pronto para a reforma do museu com a reserva de um espaço justamente para isso. "Já teríamos um museu do cangaço dentro do Lauro da Escóssia, porque o carro-chefe de lá é o cangaço e sem isso aquele local fica esvaziado, toda vez que se faz referência a Mossoró se destaca a resistência a Lampião", acrescenta.

O presidente da FMC, Gonzaga Chimbinho, revela que a construção do Museu do Cangaço, no Largo da Resistência, onde ocorreu a batalha, só começará em comum acordo com a ABEC. Ele garante também o novo museu pode ser feito com um novo acervo. "Não vamos fazer nada sem antes discutir com os segmentos, não é obrigado que se aproveite o acervo do Museu Municipal", afirma.    

  .::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Carol Fernandes

Editorial

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Pedro Carlos

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Direito em Pauta

Comentário Econômico

Nossa História

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Almino Afonso

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, de 2005