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Soropositivo
esclarece polêmica
O
soropositivo Marcos Antônio Bezerra de Oliveira
procurou a reportagem de O Mossoroense
para acabar com uma polêmica em torno
de uma atividade que ele vem desenvolvendo.
Marcos
Antônio vem comercializando CDs e, segundo
ele, destinando parte da verba para ajudar
ao Centro de Apoio aos Portadores do HIV,
grupo fundado por ele e que conta com mais
duas outras pessoas portadoras da doença.
A polêmica
surgida daria conta de que Marcos Antônio
estaria utilizando indevidamente o nome
do Hospital Rafael Fernandes – especializado
no atendimento a soropositivos – para comercializar
os CDs.
Marcos
Antônio disse que já usou o nome do hospital,
mas em contrapartida repassava parte do
dinheiro conseguido com as vendas do produto
para o hospital. “Eu repassava dinheiro
à direção e tenho documentos para provar
o que estou dizendo”, garante ele.
Marcos
Antônio também confirmou que teve uma conversa
com a direção do hospital e a partir daí
deixou de usar o nome da instituição. “Tivemos
alguns problemas e por causa disso deixei
de repassar o dinheiro e também de usar
o nome do hospital”, finaliza.
Portador
do HIV aponta dificuldades
São muitas
as dificuldades que um soropositivo enfrenta.
Somente quem sofre na pele é que sabe o
quanto é difícil sobreviver sendo portador
de uma doença como a Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida (AIDS).
Quem garante
é o soropositivo Marcos Antônio Bezerra
de Oliveira. Ele reclama que além do preconceito
e discriminação, a falta de apoio é outro
problema que aflige os portadores do HIV/Aids.
“Não recebo
qualquer ajuda. Uma cesta básica, um remédio,
nada. Tenho que me virar, sobreviver de
qualquer jeito”, revela Marcos Antônio,
afirmando que consegue vender em média 4
CDs por dia, ao preço de R$ 10,00 cada.
“Pego esses CDs a 4 reais. Tenho que pagar
o aluguel da moto e o combustível. Não sobra
quase nada. Pelo menos é uma atividade honesta”,
desabafa.
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