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Globalização
e desemprego
O ano de
2003 segue o mesmo diapasão de anos anteriores.
Está se iniciando sob o signo do desemprego.
Um estudo recente, patrocinado pela prefeitura
de São Paulo, coloca o nosso país ao lado
da Índia e da Rússia, duas economias flagrantemente
combalidas, como campeão absoluto na falta
de perspectiva de trabalho para a sua população.
E, desta forma, o Brasil é colocado na contramão
da história pelas estatísticas internacionais.
Persistimos numa situação deprimente.
O Brasil
possui a segunda maior população de desempregados
do mundo, ficando entre a Índia - a primeira
- e a Rússia - a terceira. Um dado a se
considerar é o de que os Estados Unidos
integram o time dos oito países onde há
maior número de desempregados no mundo.
Desse time ainda fazem parte a Alemanha
e o Japão, dois países de economias fortes
e países ricos, que conseguem oferecer uma
assistência social digna aos seus desvalidos,
diferentemente do que ocorre no Brasil.
Um outro
dado desanimador e declaradamente depondo
contra nosso país é constatado pela Anistia
Internacional, que insiste em apontar o
Brasil como um país onde a tortura, maus-tratos
e execuções extrajudiciais são sistemáticos
e generalizados em todo o sistema jurídico-criminal,
isso sem considerar outras formas de desrespeito
aos direitos humanos.
Realmente,
essas duas pontas da vergonha nacional se
encontram no mesmo intrincado caminho das
desigualdades sociais. No cerne de tudo
está o desemprego. Pois, a falta de trabalho
dá início à cadeia de situações de risco
propícias aos desvios de conduta que levam
ao crime e à violência, campo minado para
a violação dos direitos humanos.
Essa é
uma realidade insofismável da qual não se
pode fugir nos dias atuais no Brasil e que
deve fazer parte das preocupações do governo
que está se iniciando. E, como o novo presidente
se iniciou na vida profissional no mundo
do trabalho, é de se prever que ele vá priorizar
o emprego e, em agindo assim, estará iniciando
um trabalho para reverter essa situação
de hoje no Brasil, a do desemprego que é
um dos nossos principais males, gerador
de tantos e tantos outros.
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