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Reforma
do secretariado
Pessoas
influentes no futuro governo de Wilma Faria
estiveram em Mossoró e fizeram algumas declarações
surpreendentes. A primeira delas, de que
a Assembléia Legislativa não seria convocada
porque a governadora eleita ainda não preparou
a reforma do secretariado. Para quem conhece
Wilma, o fato parece estranho. Os secretários
foram convocados, mas as secretarias, tais
como serão, ainda não se constituíram em
realidade.
Dessa forma,
o futuro governo começará com a mesma estrutura
do governo que termina. Um dos argumentos
é a falta de segurança na maioria parlamentar,
nos primeiros dias de administração. Mesmo
sabendo que, em pouco tempo, conseguirá
aprovar tudo o que encaminhar ao Legislativo,
Wilma vai preferir aguardar mais um pouco
e observar o comportamento dos deputados
que estavam comprometidos com o seu governo,
mas que, de repente, passaram a ter um pé
na frente e outro atrás.
Depois,
comentaram a insatisfação da governadora
com as lideranças que chegaram no segundo
turno. As estaduais, como o senador José
Agripino, e as locais, como o grupo do ex-deputado
Carlos Augusto. A indicação do deputado
Betinho Rosado, por algum motivo ainda não
bem esclarecido, não agradou ao seu grupo.
A prefeita Rosalba, por sua vez, informou
que se a deputada Ruth quiser que vá brigar
pelos cargos estaduais, pois ela não moverá
uma palha.
O senador
Fernando Bezerra não pretende reivindicar
nada do futuro governo. Entretanto, deixou
claro que não aceitará a interferência de
Wilma na sucessão da Fiern, quando do encerramento
do mandato do empresário Abelírio Rocha.
Sabe-se que houve aborrecimentos na eleição
da diretoria do Sebrae, que não agradou
ao grupo da Fiern.
Wilma de
Faria, agora governadora, deverá interromper
o silêncio a que se impôs a adotar as medidas
que julgar importantes para ela, não se
importando com os correligionários.
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