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Chuvas
preocupam salineiros
Preocupação.
A palavra em questão resume o que estão
sentindo os empresários da indústria salineira
local, principalmente os extratores, em
relação às últimas chuvas que têm caído
em Mossoró e na região Oeste.
E tem fundamento,
já que devido ao prolongado inverno de 2002,
a produção de sal do Rio Grande do Norte
caiu, o que pode ocorrer novamente este
ano.
Com o volume
de chuvas que caíram principalmente na região
salineira, as salinas ficaram praticamente
impossibilitadas de produzir devido a falta
de condições de realizar a evaporação dos
seus baldos.
Devido
as condições do meio ambiente, o cultivo
de sal de um ano para o outro começa, geralmente,
em julho. Em 2002, essa produção só se iniciou
no fim de agosto para início de setembro.
Se for
mesmo confirmado um inverno regular novamente
este ano, a possibilidade de uma nova quebra
de safra é praticamente certa. Os pluviômetros
de algumas salinas, por exemplo, já apontam
mais de 200mm de chuvas só nos últimos quinze
dias.
Vale lembrar
que por causa da produção ter começado muito
tarde em 2002, o resultado foi a redução
em cerca de 10% em relação a de 2001, que
foi de pouco mais de 4 milhões de toneladas.
O resultado teria sido pior ainda se a Companhia
Álcalis não tivesse, em 2001, produzido
menos do que a sua média.
Considerada
uma das maiores produtoras do Brasil, a
Álcalis evitou produzir excedente em 2001,
para colhê-lo em 2002. Esse excedente influenciou
diretamente no quadro final de produção.
Por causa
da quebra na safra, a mudança no preço da
tonelada de sal, no ano passado, foi inevitável.
O produto pulou de R$ 17,00 por tonelada
de sal a granel para R$ 35,00, valor máximo
cobrado. Hoje, a média é de R$ 30,00. Por
enquanto não há perspectiva de aumento do
valor da tonelada, todavia o fato é que
o mercado pode efetuar novos preços se a
oferta diminuir. No entanto, com a queda
na produção essa possibilidade não pode
ser de um todo descartada.
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